‘Ser pastor não é uma profissão, é um chamado de Deus. Você aceita e se dedica’, explica ele.

O craque brasileiro Ricardo Oliveira, 33 anos, que atualmente atua no time árabe Al-Jazira, montou uma Igreja em Abu-Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, onde vive com a família: esposa e filhos. “Ser pastor não é uma profissão, é um chamado de Deus. Você aceita e se dedica”, explicou o jogador à reportagem do UOL Esporte, em artigo publicado na sexta-feira (4).

Ele ainda contou: “Eu me converti em meados de 1999. E em 2008, fui [img align=left width=300]http://images.christianpost.com/portugues/middle/56364/ricardo-oliveira.jpg[/img]consagrado pastor pela Assembleia de Deus. Vim para cá, passaram-se alguns anos e eu via a necessidade de uma Igreja brasileira aqui. Comuniquei ao meu pastor no Brasil, ele me abençoou e eu comecei. Os cultos começaram no hotel, mas o grupo cresceu e conseguimos uma área para fazer os cultos”.

No Brasil, Ricardo jogou na Portuguesa, no Santos e no São Paulo. Em 2010, defendeu este último time nas partidas semifinais da Copa Libertadores da América. Já na Europa, o jogador passou por diversos times espanhóis, como Valencia, Bétis e Zaragoza. Entre 2006 e 2009, teve rápidas passagens pelo Milan, da Itália, onde fez parte do grupo campeão da UEFA Champions League 2006-07. Nessa época também foi quando ele vivenciou uma tragédia pessoal, com sua irmã Maria de Lourdes Silva de Oliveira tendo sido sequestrada aqui na América.

No Oriente, ele foi eleito o melhor jogador dos Emirados nas duas últimas temporadas e acumula mais de 100 gols pelo Al-Jazira. Oliveira disse que pretende aposentar no atual time: “Não faz parte do meu projeto familiar retornar ao Brasil agora e nem no término do meu contrato. O mundo árabe está crescendo. Ainda falta muito, mas cresce bastante. Os clubes trazem bons profissionais para cá, bons exemplos, jogadores experientes. Eles querem disputar uma Copa do Mundo. E eu, com a minha experiência, com o respeito que tenho aqui, posso contribuir muito com o clube. Eles têm esse projeto para mim, conversamos já, mas continuo com vontade de ganhar. Quando chegar o momento vamos saber o que fazer”. O jogador pretende encerrar a carreira por volta dos 40 anos.

O craque refletiu sobre a boa fase: “Eu estou muito bem estabilizado aqui. Desde 2010, eu tenho recebido muitas propostas para sair, muitas do Brasil, do Qatar, da Espanha, e rejeitei todas. Fui agradecido pela lembrança. […] Criei vínculo aqui, uma identidade com o clube, é meu quinto ano aqui e estou fazendo história. É um momento especial na minha carreira. Quando vim para cá, não vim pensando em ganhar dinheiro e ir embora. Usei meu talento para ajudar o time a crescer. Quebrei o recorde na Liga dos Campeões Asiática [era de oito gols e o brasileiro fez 12 em sete jogos]. Conquistei o carinho com muito trabalho”.

O cristão quer virar dirigente e se prepara, superando dificuldades como apreender outra língua – o inglês, por exemplo. “Já estou estudando […] Quero me tornar esse profissional. É um plano”, expressou ele ao Globo Esporte.

Pela Seleção Brasileira, Ricardo foi convocado algumas vezes durante o período em que Carlos Alberto Parreira era o treinador, participando da Copa América em 2004 e da Copa das Confederações em 2005.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]