A polêmica surgiu em um jornal dinamarquês em 2005 onde Maomé aparecia com um turbante em forma de bomba.

Um tribunal jordaniano iniciou nesta segunda-feira o julgamento contra o cartunista dinamarquês Kurt Westergaard e outros 19 jornalistas e meios de comunicação acusados de “blasfêmia” por publicar há seis anos caricaturas do profeta Maomé.

Os acusados são julgados à revelia, já que o juiz Nazir Shehada considera que a publicação das acusações e das ordens judiciais na imprensa local serve como notificação legal, explicaram à Agência Efe fontes judiciais.

O tribunal adiou o julgamento até 8 de maio, quando está previsto que várias testemunhas oficializem suas declarações.

A polêmica pelas caricaturas de Maomé surgiu pela publicação de 30 de setembro de 2005 no jornal dinamarquês “Jyllands-Posten” de 12 vinhetas de Westergaard onde Maomé aparecia em uma delas representado com um turbante em forma de bomba.

Posteriormente, vários jornais europeus publicaram as vinhetas em um gesto que desencadeou fortes protestos no mundo islâmico, com conflitos em vários países nos quais morreram 150 pessoas, e um boicote comercial a produtos dinamarqueses.

Uma coalizão de acadêmicos, juristas, sindicalistas, jornalistas, advogados e políticos chamada “O Profeta de Deus nos une” denunciou os fatos perante a procuradoria jordaniana, que acusou os cartunistas de “blasfêmia contra o profeta Maomé e humilhação al Islam e aos muçulmanos”.

[b]Fonte: EFE[/b]