Em entrevista à uma emissora de rádio da Espanha, o jogador evangélico brasileiro revela, entre outras coisas, que se manter virgem até o casamento foi um sacrifício difícil de ser superado.

O meia Kaká, do Milan, nunca escondeu sua religiosidade. Sua devoção pode ser notada nas camisas com a frase “Pertenço a Deus”, que costuma usar por baixo do uniforme, e na decisão de expor o troféu de melhor jogador do mundo na sede da Igreja Renascer, da qual é adepto, em São Paulo. No entanto, em entrevista à Onda Cero, emissora de rádio da Espanha, o brasileiro revela, entre outras coisas, que se manter virgem até o casamento foi um sacrifício difícil de ser superado.

Virgindade até o casamento

“Sou um homem como outro qualquer. Não foi fácil chegar ao casamento sem ter estado com uma mulher. Com Caroline, nos beijávamos e havia desejo, mas sempre seguramos a barra. A Bíblia diz que o amor verdadeiro se encontra na noite de núpcias. Se hoje a nossa vida é maravilhosa, é porque soubemos esperar pelas coisas. Para nós, a primeira noite foi belíssima.”

Tentações

“Não se respeita mais a virgindade. Eu e Caroline fizemos muitos sacrifícios. Ficamos três anos afastados. Quando saíamos, voltávamos para casa à meia-noite e ligávamos um para o outro. Tivemos de abrir mão de certas coisas. Sempre haverá tentações, mas ser fiel é o mais importante.”

Vida fora do campo

“Dinheiro é conseqüência, o que importa são os valores. Gosto de coisas como teatro, música e cinema. Às vezes, sinto que me olham com surpresa, como se eu não fosse do futebol por gostar dessas coisas. Mas não é assim. Não sou o único. Muitos são como eu.”

Ronaldo

“Estamos sempre falando pelo telefone. Mas nunca conversamos sobre futebol, porque ele fica triste por não poder jogar. Foi muito duro vê-lo estirado no gramado, com aquela expressão de dor no rosto. Ele é meu amigo e estou certo de que ele voltará a jogar. Ronaldo é um exemplo para todos.”

Fonte: O Globo