A Federação Luterana Mundial (FLM) reiterou seu compromisso com uma visão de paz para israelenses e palestinos, pedindo urgência na cessação imediata das hostilidades do exército israelense em Gaza e dos ataques de mísseis do Hamas no sul de Israel.

O secretário-geral da FLM, pastor Ishmael Noko, disse que “a atual matança e destruição não afiançará a paz para israelenses e palestinos. Só plantará as sementes para mais conflito, marginalizando os pacificadores, criando desespero, enquanto promove a radicalização e fortalece o apelo à violência”.

Apontando para o impacto da pressão israelense à população de civil de Gaza durante o cessar-fogo de seis meses, Noko observou que o bloqueio “impôs sofrimento severo a toda a população civil de Gaza, enquanto nutria desespero e raiva, em lugar de promover uma atmosfera para negociações e paz”.

O líder luterano acrescentou que os ataques do Hamas e outras organizações militantes “são condenados pela FLM como resposta inaceitável, que ameaça as vidas da população civil”. Conquanto Israel tenha obrigação de proteger seu povo e território, suas operações militares “são desproporcionais à ameaça atual e já resultaram num número intolerável de mortes de civis e danos”.

O secretário-geral expressou séria preocupação com a situação humanitária crítica na Faixa de Gaza, com as pessoas tendo dificuldade de sobreviver ao conflito “sem eletricidade, materiais médicos, ou comida suficiente ou água.”

Noko observou ainda que a raiz teológica da tensão no Oriente Médio é “a interpretação da promessa de Deus para Abraão e as compreensões discrepantes a respeito de quem pode reivindicar legitimidade, em base apenas legal, classificando-a como um equívoco no coração do conflito, que só pode ser solucionado por diálogo e reconciliação para todos os seus filhos,” afiançou.

Ele criticou as visões míopes de ganhos políticos e as exibições de poder armado, em lugar da procura difícil pela paz, declarando que esta postura é uma traição dos povos israelense e palestino à espera de um futuro pacífico. E convidou as igrejas-membros da FLM a orar pela paz, defender a justiça e levar essas preocupações a líderes políticos. “Sem uma paz justa na Terra Santa, não pode haver nenhuma paz verdadeira ou sustentável para qualquer um de nós”, concluiu.

Fonte: ALC