O rabino Henry Sobel, 63 anos, presidente licenciado da Congregação Israelita Paulista (CIP), ainda fala com tristeza do fato de ter sido preso nos Estados Unidos acusado de furtar gravadas em lojas de grife.

“Me senti profundamente humilhado e profundamente indigno daquilo que fui e que sou”, afirmou Sobel ao “Jornal da Globo” sobre o que pensou na noite de 23 de março, que passou em uma cela do condado de West Palm Beach (Flórida).

Nesta terça-feira, a Justiça norte-americana determinou a sentença pelo furto das gravatas. O rabino terá de cumprir cem horas de serviços comunitários no Brasil. Sobel diz que já escolheu duas entidades de atendimento a crianças judias e não judias onde fará o trabalho: um lar de 220 crianças e também em uma entidade ligada à União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social (Unibes), que trabalha com moradores de rua.

Sobel disse que não lembra detalhes do crime, “só lembro do que aconteceu depois”, relata. “Acredito no que os médicos dizem. Foi uma overdose, uma dose exagerada de remédios. E isto mexeu com minha química cerebral e mudei o meu comportamento”, diz. “Fico profundamente constrangido e aborrecido com o que aconteceu. Não lembro detalhes, mas lembro do meu depoimento na delegacia. Me mostraram as gravatas e reconheci o crime”, afirmou o rabino.

Fonte: Agência Estado