As tensões chegaram ao limite quando os oficiais do Escritório de Segurança Pública, na China, selaram as portas da igreja Missionária Wanbang na noite de quinta-feira, 12 de novembro.

Os membros da congregação se reuniram em frente ao edifício, mas os oficiais fecharam a entrada para impedir que o pastor deixasse o local. Os oficiais bloquearam o caminho, criando um impasse até que os cristãos concordassem em ir embora após um breve período de oração. Sob a proteção da multidão, o pastor da igreja Wanbang conseguiu escapar.

Com os preparativos para a visita do presidente Obama, as autoridades de Shangai lançaram uma campanha de “caça” aos membros da igreja, esforçando-se para dispersar todas as reuniões religiosas, contando com a participação de diversas agências, incluindo o PSB, RAB, SSB (Escritório de Segurança do Estado) e departamentos do município, entre outros.Até agora, mais de 2.000 cristãos foram interrogados e ameaçados. Esses ataques sucederam tentativas frustradas do PSB de interromper o culto na manhã de domingo, 8 de novembro.

O site da igreja também foi bloqueado pela censura do governo no mesmo dia, para impedir relatos negativos sobre os direitos humanos na China, por ocasião da visita do Presidente Obama. O telefone celular do pastor está “fora de serviço”. Essas restrições são outro passo para limitar a comunicação entre as igrejas durante a visita do presidente.

Fonte: Missão Portas Abertas