Em nota, a Arquidiocese da Paraíba proibiu a participação de padres na política sob pena de suspensão.

Esta semana a Arquidiocese da Paraíba através do arcebispo Dom Aldo Pagotto divulgou uma Nota Normativa na qual proíbe a participação de padres na política sob pena de terem a Ordem suspensa pela igreja. Na nota, assinada pelo arcebispo, estão elencadas uma série de restrições aos clérigos paraibanos que resolveram participar das eleições, entre elas, de não celebrar os sacramentos, sobretudo, a celebração (ou a concelebração) da Eucaristia.

Apesar da proibição, cinco religiosos ligados à Igreja Católica disputarão um mandato eletivo este ano na Paraíba nas eleições deste ano. Disputarão um cargo eletivo este ano o deputado federal Luiz Couto e Padre Júnior, ( PT), o deputado estadual Frei Anastácio (PT), Padre Cristiano Melo (PSOL) e Padre Gescione, do PC do B.

Todos os candidatos, já ganharam as ruas em busca dos votos do eleitorado paraibano. Dos cinco candidatos, os mais conhecidos é Luiz Couto e Frei Anastácio. Couto está exercendo o terceiro mandato de deputado, e buscará pela quarta vez conquistar uma das cadeiras na Câmara Federal. Por sua vez, Frei Anastácio também tentará a sua reeleição de deputado estadual.

Pela recomendação da arquidiocese, os padres candidatos estão impedidos de celebrar sacramentos, especialmente missas. Caso algum postulante seja eleito, a proibição se estenderá durante todo o mandato.

O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, também recomendou aos religiosos para que não façam da igreja um cabo eleitoral. “Constata-se que há pessoas ligadas tanto às pastorais quanto a movimentos populares cuja tendência é agir como cabos eleitorais de alguns partidos políticos. Esses podem assumir projetos que, por vezes, são contrários aos valores e aos princípios defendidos pelo direito natural e pela ética e moral cristã, por exemplo, na questão do aborto, invasão de terra e casamento gay”, diz o texto.

[b]Fonte: PB Agora[/b]