O arcebispo jubilado Emmanuel Milingo e sua associação de sacerdotes casados estão de acordo com o Vaticano sobre a importância do celibato para o sacerdócio, porém rechaçaram a idéia de que isto seja um “requisito” obrigatório e ressaltaram que esta deve ser uma decisão livre e subjetiva.

Foi o que assegurou, em um comunicado, a associação de Sacerdotes Trabalhadores Casados, grupo de padres italianos do qual faz parte Giuseppe Serrone, que afirmou que o celibato “é somente um produto histórico de tipo organizativo que causa infinitas privações e sofrimentos contrários à fé de Deus”.

No comunicado, a agrupação de Serrone, considerado o “homem de Milingo na Itália”, informou sobre as declarações feitas nos EUA pelo excomungado e exorcista arcebispo emérito de Lusaka (Zâmbia) e sobre a reunião mantida ontem no Vaticano entre o papa Bento 16 e os cardeais da Curia Roma.

“Milingo e os bispos ordenados por ele concordam com o papa e com o Vaticano sobre o valor do celibato. Breman [Peter Paul Breman{, um dos bispos ordenados por Milingo) disse que não está de acordo que se considere o celibato como um requisito para exercer o sacerdócio. O celibato deve ser escolhido com liberdade”, afirmaram os padres italianos casados no comunicado.

Milingo, que representa a associação “Sacerdotes Casados Já”, que é casado com a coreana da seita Moon Maria Sung, e os padres casados afirmaram, segundo a nota, que “o matrimônio é um sacramento da igreja, mas o celibato não”.

De acordo com a associação, um padre casado é um padre “mais são”, já que terá uma relação “Sã e adequada com sua sexualidade”.

“Fomos criados por Deus como seres sexuais e nossa sexualidade tem de ser celebrada como uma benção para nós e para nossas mulheres. O matrimônio deve ser a opção normal para os sacerdotes”, afirmou a associação de Milingo.