Missionários nativos de Bangladesh pedem orações e apoio, enquanto os estragos da passagem de um ciclone que devastou o Sul da Ásia na semana passada começam a ser contabilizados.

As equipes de resgate continuam a procurar por sobreviventes, enquanto a apuração provisória de mortos passa de 2.300. Segundo a Cruz Vermelha, entre 6 milhões e 7 milhões de bengaleses foram afetados pelo ciclone.

“Em um distrito, mais de 100 casas onde funcionavam igrejas domésticas foram destruídas”, disse o presidente da Gospel for Asia (GFA), K.P. Yohannan à BosNewsLife.
Segundo ele, missionários nativos, pastores e voluntários estão fazendo o possível para encontrar cristãos nas áreas devastadas, uma vez que eles geralmente já enfrentam discriminação e privação de água e comida por causa de sua fé.

Bangladesh é um país pobre e de maioria muçulmana. Os cristãos não chegam a 1% da população de 150 milhões de habitantes, de acordo com estimativas da agência de Inteligência norte-americana (CIA).

“Muitas pessoas morreram porque árvores caíram em cima de duas casas”, disse um observador da GFA, que não quis se identificar por conta da crescente ameaça de extremistas islâmicos no país.

O país ocupa a 44º classificação de países por perseguição. Ore para que as autoridades e equipes de socorro assegurem tratamento igualitário aos cristãos e outras minorias.

Devastação

“Nunca tinha visto um nível tão grande de devastação”, afirmou o governador do Distrito de Bagerhat, Sahidul Islam.

O distrito de Bagerhat foi o mais atingido pelo ciclone, com 610 mortos até o momento. O encarregado da Cruz Vermelha no local, M. Sakktar, disse que as ajudas já começaram e que os cidadãos precisam agora, em primeiro lugar, de água potável.

“Estamos distribuindo arroz, mas as pessoas precisam, sobretudo, de água potável, porque as canalizações não funcionam. A cidade resistiu parcialmente às inundações do ciclone, mas as áreas ao redor estão completamente destruídas”, disse o governador.

O número de mortos aumenta conforme as equipes de resgate chegam aos povoados localizados no sul do país, região mais atingida pelo ciclone.

O presidente da Cruz Vermelha no país, Abdur Rob, havia dito no domingo que, de acordo com experiências anteriores e informações recolhidas, o número total de mortos poderia chegar a 10 mil. Hoje, porém, ele corrigiu a informação, dizendo que as baixas podem passar de 5.000, mas que certamente estarão abaixo de 10 mil.

Fonte: Portas Abertas