O autor muçulmano e crítico do fundamentalismo islâmico que se converteu ao cristianismo pelas mãos do papa Bento XVI disse neste domingo que percebeu que sua vida corre grande perigo, mas que não se arrepende de sua conversão.

“Eu sei contra quem estou lutando, mas enfrentarei meu destino com a cabeça erguida e com a força interna de quem tem certeza sobre sua fé”, disse Magdi Allam.

Em uma ação surpresa no sábado à noite, o papa batizou o egípcio de 55 anos em um missa na véspera da Páscoa na Basílica de São Pedro, que foi transmitida por todo o mundo.

A conversão de Allam para o cristianismo foi mantida em segredo pelo Vaticano até menos de uma hora antes da missa.

Escrevendo para a edição de domingo do jornal Corriere della Sera, do qual ele é sub-diretor, Allam disse que “… as raízes do mal são da natureza de um islamismo que é psicologicamente violento e historicamente conflituoso”.

Allam, que é forte defensor de Israel e que foi chamado por um jornal israelense como o “sionista muçulmano”, tem vivido sob a proteção da polícia devido a ameaças feitas a ele, principalmente após ele ter criticado a posição iraniana quanto a Israel.

A sua conversão, que ele chamou de “melhor dia de sua vida”, veio apenas dois dias depois que o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, acusou o papa de fazer parte de uma nova cruzada contra o Islã.

Fonte: Reuters