O pastor Marcos Gladstone, da Igreja Cristã Contemporânea, entrou com representação no Ministério Público Estadual e na Ordem dos Advogados do Brasil contra o cantor Emanuel de Albertin e o compositor Antonio Jose Ferreira de Lima, conhecido como Toinho de Aripibu, acusando-os de preconceito, discriminação e homofobia religiosa.

Albertin canta Adão e Ivo, de Aripibu, que, segundo Gladstone, “incita claramente o preconceito e a homofobia”.

Showmício

A canção ficou conhecida no início do mês, durante showmício do pré-candidato ao governo do Rio Anthony Garotinho (PR). Na ocasião, Garotinho se posicionou contra a união homoafetiva. Depois, chamou Albertin, que cantou o forró Adão e Ivo, que diz: “A cada dia multiplica a iniquidade / sinceramente, isso me deixa pensativo / se Deus tivesse feito homem pra casar com outro / não seria Adão e Eva / tinha feito Adão e Ivo”.

Uma versão foi postada no YouTube, com fotos do casamento dos pastores Gladstone e Fábio Inácio.

O clipe tem inscrições contra a Lei da Homofobia e críticas à cena “desprezível, horrível e abominável”, referindo-se à foto de um beijo dos pastores. O vídeo tem o telefone para contratação de Albertin.

“Estão usando esse vídeo como forma de agressão. A gente recebe o link por e-mail, ouve chacotas. Para mim, música religiosa é para adoração a Deus, não para discriminar”, afirmou Gladstone.

A Igreja Cristã Contemporânea foi fundada no Rio de Janeiro em 2006, ficou conhecida por ser uma igreja que se diz evangélica para homossexuais e tem como fundador, Marcos Gladstone, que diz ser pastor e gay.

Fonte: Estadão