Com a intenção de adaptar os pecados capitais à realidade da globalização, o Vaticano divulgou no início de março a inclusão de novos pecados na lista das condenações já existentes. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Futura, em parceria com a rádio CBN, mostra que a opinião dos capixabas sobre este assunto se mantém dividida.

De uma forma geral, a grande maioria dos capixabas acredita em pecado e no prejuízo que este ato pode trazer ao pecador. A maioria procura compensar os pecados cometidos com boas ações no dia a dia.

Quando questionados sobre os pecados capitais, 57,81% dos entrevistados afirmaram já ter cometido algum deles. Apesar desta afirmação, a maioria dos respondentes não soube dizer quais são os sete pecados capitais.

As pessoas com menor nível de renda e escolaridade são as que mais acreditam em pecado e procuram fazer boas ações para compensá-los; em contrapartida elas não possuem conhecimento sobre os pecados capitais. Conseqüentemente, as pessoas com maior nível de escolaridade e renda foram as que mais afirmaram já terem cometido pecados capitais e souberam listá-los. A gula foi o pecado capital mais lembrado pelos entrevistados.

Apesar de ter sido um assunto discutido e divulgado pelos principais meios de comunicação, mais da metade das pessoas entrevistadas não tinha conhecimento da decisão do Papa de incluir novos pecados à lista já existente e mesmo aquelas que ficaram sabendo da notícia, não conseguiram, em sua maioria, dizer quais eram esses novos pecados.

Mais uma vez, a escolaridade e a renda do respondente influenciou no nível de conhecimento sobre o assunto já que 61,84% das pessoas que possuem nível superior estavam informadas sobre a decisão do Vaticano e 68,29% pertencentes à classe A/B sabiam sobre o assunto. Dos novos pecados, o mais citado foi poluição ambiental.

No que diz respeito à aceitação da população, as opiniões estão bem divididas. As pessoas mais velhas são a favor da decisão e acreditam que isso possa influenciar no comportamento da sociedade. De forma oposta, quanto maior o nível de escolaridade e a renda, maior é o nível de rejeição à decisão da Igreja Católica. Quase 70% dos respondentes que possuem nível superior não acham que a inclusão desses novos pecados terá impacto no comportamento da sociedade.

A pesquisa do Instituto Futura foi realizada nos dias 07 e 08 de Junho de 2005 e 17 de março de 2008, nos municípios da Grande Vitória, considerando Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra. A margem de erro é de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos. Para conferir a pesquisa completa, basta acessar o endereço www.futuranet.ws.

Fonte: Gazeta Online