União apura se construção está sendo executada de maneira irregular. Mulher do dono da igreja diz que propriedade é da família há 50 anos.

A construção de uma igreja evangélica pode ser embargada caso os proprietários não comprovem a posse do terreno, localizado no bairro IAA, em Piracicaba (SP). O lote pertence ao governo federal e atualmente está cedido à Prefeitura. A informação é da Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Um morador do local, que não quis se identificar, denunciou a irregularidade à reportagem do G1 Piracicaba e Região.

De acordo com a SPU, responsável por administrar os imóveis da União, os responsáveis pela obra, localizada na rua João Pedro Correa, terão cinco dias, após serem notificados, para apresentarem a documentação sobre o terreno. Caso isto não aconteça, ou se a papelada não justificar a construção da igreja, ligada ao Ministério Peniel, o município será notificado para interditar o local.

Os lotes da rua João Pedro Correa foram cedidos pela Rede Ferroviária Federal em 2001 para a Prefeitura de Piracicaba, para o TRF (Tribunal Regional Federal) e para o TRT (Tribunal Regional do Trabalho). A Prefeitura instalou no local uma Unidade Básica de Saúde (UBS), um galpão e uma Escola Municipal. Com a Rede Ferroviária extinta em 2007, todos os imóveis passaram para a responsabilidade da SPU.

A Prefeitura, por meio da assessoria de imprensa, disse que não foi informada sobre as obras no terreno, pois o mesmo não consta nos registros do Sistema Integrado de Administração Tributária Municipal. “Diante desta denúncia, a fiscalização da Secretaria Municipal de Obras irá ao local para averiguações”, informou o Executivo, em nota.

[b]Outro lado
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Procurada pela reportagem para se posicionar sobre o caso, a esposa do dono da igreja, Rose Bispo, afirmou que a propriedade pertence à família do marido há 50 anos e que a situação é regular.

“Antes de começarmos a construir a igreja, aqui existia a casa do meu sogro, que faleceu ano passado”, afirmou. Ainda segundo Rose, o que levou à denúncia sobre supostas irregularidades nas obras é a inveja das pessoas. “Eles têm que parar de tentar vigiar a família dos outros”, disse Rose.

[b]Fonte: G1[/b]