O presidente da Associação Distrital de Ministros do Evangelho (ADME), Oswaldo Pinzón, representando várias igrejas evangélicas, e o sacerdote Jesús Orjuela, mais conhecido como o padre “Chucho”, alertaram que o líder do movimento “Crescendo em Graça”, José Luís Miranda, não é a segunda manifestação de Cristo na terra, como ele afirma categoricamente.

Em entrevista ao programa “La Noche”, do Canal RCN, concedida na sexta-feira passada, tanto o sacerdote como o pastor Pinzón comentaram as declarações do líder que diz ser o Cristo reencarnado. Segundo a Bíblia, lembraram, “nem os anjos de Deus sabem a hora da segunda vinda de Jesus Cristo”.

Miranda prega que não existe pecado, diabo nem inferno. Os entrevistados do “La Noche” disseram que os ensinamentos de Miranda distorcem totalmente a mensagem bíblica. “Dizer que o pecado não existe é como tampar o sol com a mão”, alegou o pastor Pinzón. “Podemos encobrir o pecado com eufemismos, mas desde o livro de Gêneses até o Apocalipse encontramos o ensinamento de que não seguir os preceitos divinos constitui transgressão e desobediência, o que o próprio Deus chama pecado”, continuou.

Líder dos pastores em Bogotá, Pinzón atribuiu o atrevimento de Miranda de proclamar-se Deus ao narcisismo e ao culto pela personalidade. “Tal como ocorreu com os primeiros pais no Éden, fazendo-se igual a Deus”, explicou.

Em entrevista ao canal RCN, Miranda declarou que no dia 13 de março seus seguidores tatuarão o número 666 nos braços. O objetivo do ato é demonstrar que o “funesto” número não é o número da “besta”.

Pinzón assinalou que este tipo de personagem toma uma doutrina e a interpreta sem contexto “causando a desinformação que conhecemos”. Ele denunciou que os discípulos de “Crescendo em Graça” fazem proselitismo dentro das igrejas evangélicas, usurpando os cultos e tergiversando a doutrina bíblica.

“Não aceitamos o ataque por parte desta seita a católicos nem a evangélicos. O movimento Crescendo em Graça não pertence à igreja cristã. Nosso fundamento não é entrar em discórdia, mas, pelo contrário, ter um espírito de harmonia”, sublinharam.

Orjuela citou o papa João Paulo II, quando se referia ao escândalo dos cristãos – tanto católicos como evangélicos – que estavam divididos. “Creio que nós, que pregamos o nome de Jesus, não podemos estar divididos, porque estamos frente a um lobo que aproveita a divisão para, usando o nome de Cristo, levar umas quantas ovelhas do rebanho”.

Fonte: ALC