O papa Francisco pediu nesta quarta-feira perdão pelos últimos escândalos que atingiram Roma e o Vaticano, mostrando novamente que não se preocupa em criar polêmica, se é pelo bem dos fiéis. Sem citar casos concretos em sua inesperada desculpa no início de uma audiência pública semana, o pontífice acabou recebendo discretos aplausos. Na última semana, houve alguns sobressaltos que envolveram a Igreja e ganharam espaço na imprensa mundial.

Antes de uma grande cúpula sobre a família, um monsenhor do Vaticano disse ser homossexual e, acompanhado por seu namorado, denunciou a homofobia da Igreja. O religioso foi demitido de forma sumária de seu posto no escritório de doutrina. Uns dias depois, o prefeito de Roma, Ignazio Marino, renunciou em meio a um escândalo em sua gestão. Após a demissão de Marino, houve críticas generalizadas dentro da Igreja, apontando que a cidade está mal preparada para acolher os milhões de peregrinos que devem participar do Ano Santo da Misericórdia, convocado por Francisco e que começa em dezembro. O próprio pontífice, em um gesto pouco habitual, comentou durante uma viagem dos Estados Unidos a Roma que o prefeito não havia sido convidado para sua última missa na Filadélfia.

Além disso, uma carta vazada revelou a preocupação de uma dezena de cardeais sobre a forma como Francisco conduz o sínodo, advertindo que a Igreja se compromete em seus ensinamentos sobre o matrimônio e poderia seguir o caminho das “golpeadas” igrejas protestantes.

“Antes de começar a catequese, em nome da Igreja quero pedir perdão pelos escândalos que atingiram recentemente Roma e o Vaticano. Peço perdão”, disse Francisco ante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro. “Jesus é realista e diz que é inevitável que ocorram os escândalos, mas ai do homem que causa esse tipo de escândalos”, acrescentou ele.

Durante a audiência, o papa cumprimentou alguns dos 33 mineiros chilenos que em 2010 sobreviveram 69 dias presos sob a terra, após um acidente na mina onde trabalhavam.

[b]Fonte: Paraná On-line[/b]