“Foi um encontro fraterno, falamos do compromisso das religiões pela paz e pela ética. Não foi aprofundada nenhuma questão específica, renovamos apenas o compromisso ecumênico”, disse o representante da Igreja luterana, Walter Altman, presidente do CMI (Conselho Mundial de Igrejas).

Bento XVI conversou nesta quinta-feira durante 20 minutos com membros de outras religiões de denominações cristãs, renovando seu compromisso ecumênico durante a reunião, no mosteiro de São Bento, em São Paulo, onde se hospeda.

“Foi um encontro fraterno, falamos do compromisso das religiões pela paz e pela ética. Não foi aprofundada nenhuma questão específica, renovamos apenas o compromisso ecumênico”, disse o representante da Igreja luterana, Walter Altman, presidente do CMI (Conselho Mundial de Igrejas), órgão que reúne 350 igrejas ortodoxas, protestantes, evangélicas e, em menor grau, pentecostais.

“Mantivemos uma boa conversao sobre o interesse de trabalhar pelo bem-estar da humanidade e pela paz”, afirmou o xeque muçulmano Armando Hussein Saleh, que entregou ao Papa um roupão (chal), “símbolo religioso do monoteísmo abraâmico”.

“Queremos reafirmar a estima por outras religiões através do diálogo”, disse antes do encontro o sacerdote Marcial Maçaneiro, assessor da Conferência Nacional de Obispos de Brasil (CNBB) para o Diálogo Ecumênico Internacional.

“Foi muito positivo. No tocante ao conteúdo, a nossa intenção era diferente”, disse o presidente do Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil), Carlos Möller, pastor luterano.

O rabino Henri Sobel agradeceu ao pontífice pelo trabalho realizado de reaproximação de católicos e judeus quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger, sob o pontificado de João Paulo II. Também pediu para benzer o Papa e depois para ser bento por ele, e o pontífice aceitou, afirmou.

Sobel é o líder religioso não católico mais popular no Brasil por seu papel contra a ditadura (1964-85) e sua defesa do compromisso ecumênico.

Também estiveram presentes dom Oneris Marchiori, bispo de Lajes, e o padre Marcial Maçaneiro; os cristãos Metropolita Tarassios, da cristã Igreja Ortodoxa Grega; o arcebispo Damaskinos Mansour, da Igreja Ortodoxa Antioquina; o arcebispo Datez Karibian, da Igreja Armênia Apostólica; o bispo Maurício Andrade, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; o reverendo Manuel de Souza Miranda, da Igreja Presbiteriana Unida; o leigo Antonio Bonzoi, da Igreja Cristã Reformada; e o xeque Armando Hussein Saleh, da Comunidade Islâmica.

Fonte: AFP