O Partido de Renovação Social (PRS) prometeu proibir por lei o aborto e o casamento entre homossexuais, caso vença as eleições gerais em 31 de Agosto, na Angola.

A promessa foi anunciada na Rádio Nacional de Angola, pelo seu diretor nacional adjunto, Frederico Mateus, enquanto lamentando a situação do país, de acordo com a Angência Angola Press.

“O país do tudo é possível, uma sociedade sem valores, onde já se fala da possibilidade da liberalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma sociedade moralmente poluída”.

Argumentando que “hoje é consensual dizer-se que a sociedade angolana perdeu os valores éticos e morais”, Frederico Mateus disse que seu partido vai trabalhar de maneira que os angolanos valorizem a vida.

O quadro da imoralidade referida por Mateus se contrapõe com as leis da Angola. No país, que se tornou independente somente em 1975, tanto o aborto quanto o homossexualismo são ilegais. A lei considera como crime o aborto, prevendo penas para tanto para a mulher quanto para o médico ou responsávelo pelo provocar o processo. A prática da homossexualidade pode também ser punida como ato imoral.

O PRS está enganjado em resgatar os valores morais e aposta também na introdução da cadeira de religião, nos planos curriculares do ensino primário ao segundo ciclo. O partido propõe-se que ela seja ministrada por docentes com formação em Teologia.

“Haverá uma aposta séria no resgate dos valores ético-morais. A igreja será parceira do governo e terá a competência para exercer o papel moralizador da sociedade”, assegurou o político.

Outras medidas a tomar pelo partido é a adoção de uma legislação que regule o fabrico e o consumo de bebidas alcoólicas, pois isso, segundo Mateus, contribui para a perda de valores cívicos e morais.

O Partido de Renovação Social foi fundado em 1990, na Luanda, por um grupo de patriotas de origem social humilde e camponesa. O PRS, que tem como divisa o federalismo, participa de sua terceira eleição. Em 1992 e 2008 conquistou o terceiro lugar, elegendo seis e oito deputados à Assembleia Nacional, respectivamente.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]