Condenado a 15 anos de prisão por estupro, o pastor Marcos Pereira da Silva pode ser solto a qualquer momento. O líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, que só ficou preso por seis meses, agora vai cumprir a pena em regime semiaberto.

Nesta sexta-feira (21) a Vara de Execuções Penais emitiu uma ordem para que o pastor Marcos Pereira cumpra a pena em regime semiaberto.

Condenado pela 2ª Vara Criminal de São João de Meriti a 15 anos de prisão por estupro, o fundador da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) pode ser solto a qualquer momento.

O religioso estava preso desde o dia 8 de maio no presídio do complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio. Em audiência à Justiça, o pastor negou o estupro e acusou pessoas ligadas à ONG AfroReggae de convencer a suposta vítima e outras que foram ouvidas a fazerem as acusações.

A denúncia aponta que Marcos Pereira agia como uma espécie de “pombo correio”, levando ordens de chefes do tráfico que estavam presos para as comunidades onde atuavam. O religioso se aproveitaria do fato de ter acesso aos presos.

Nas comunidades cariocas, especialmente nos complexos do Alemão e da Penha, outros religiosos eram impedidos com ameças de realizar os cultos, fortalecendo a igreja de Marcos Pereira.

Os processos foram julgados, uma das supostas vítimas retirou a acusação, mas a Promotoria manteve o processo. No julgamento Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) entendeu que Marcos Pereira se aproveitava da condição de pastor para abusar das vítimas.

Na sentença o TJ-RJ escreveu que “as testemunhas ouvidas relatam com firmeza como o acusado é uma pessoa manipuladora, fria, só pensa em si, utilizando-se das pessoas para satisfazer seus instintos mais primitivos e de forma promíscua, utiliza da boa-fé das pessoas para enganá-las”.

A defesa do religioso sempre falou de perseguição e injustiça. “É uma injustiça porque não tem nenhuma prova no processo”, disse o advogado do pastor, Marcelo Patrício, no dia do julgamento. Patrício também contestou a pena. “O pastor é réu primário. Não existe pena de 15 anos para réu primário.”

O advogado entrou na justiça com pedido de Habeas Corpus, mas o pedido foi negado pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que julgou o pedido no início desta semana.

[b]Fonte: Cenário MT e Gospel Prime[/b]