A Ordem dos Pastores Evangélicos de Maringá (Opem) realizou esta semana, uma reunião com cerca de 80 pastores de 200 igrejas da cidade. O objetivo do encontro foi definir e aplicar planos de ação com os fiéis no combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue.

De acordo com o pastor Roque Aparecido Piccinato, representante da Ordem dos Pastores Evangélicos, a dengue é um problema de responsabilidade de toda a comunidade. “Atingimos diretamente cerca de 100 mil maringaenses. Os pastores devem chamar a atenção de suas comunidades e lembrar às pessoas que elas são responsáveis pelo aumento dos casos da doença”, apontou.

Piccinato destacou que na última semana de cada mês, os pastores vão abordar a dengue em todos os cultos. Além disso, será criada uma espécie de mutirão, com cerca de 100 jovens, chamados de “desbaravadores”, que vai visitar e orientar a população em como combater a dengue. Uma capacitação com estes jovens está prevista para a próxima semana.

Fábio Rafael Vitoreti Costa é pastor da Igreja Missionária Unida da Zona 4 e além de apoiar a intensificação de medidas contra a dengue, também já a contraiu. “Começou como uma gripe e em poucos dias eu precisei ser internado. Foi muito difícil”, disse.

Ele destacou também, que o combate ao mosquito transmissor da doença deve ser encarado como uma questão de cidadania. “O papel do cristão é o de melhorar a sociedade, portanto, é nosso dever chamar a atenção de todos contra a doença” afirmou.

De acordo com a coordenadora de vigilância ambiental da secretaria municipal de Saúde, Mariangela da Silva Félix Vecci, a secretaria conta, desde o ano passado, com apoio de várias entidades, religiosas ou não, no combate ao mosquito da dengue. “Nos oferecemos todos os subsídios necessários e as entidades nos ajudam a chamar a atenção da população contra o problema.”

A coordenadora destacou ainda que que as pessoas estão se esquecendo da gravidade da doença e deixando ao ar livre, objetos que podem servir de reservatório para a reprodução do mosquito. Outro problema, segundo ela, são os terrenos vazios, geralmente mal-cuidados e com lixo. “Um brinquedo, uma garrafa, qualquer objeto que pode acumular água deve ser recolhido. É um trabalho que não depende só de nós, mas de toda a população”, destacou.

Neste ano, a Saúde confirmou 14 casos de dengue na cidade. Em 2007 foram 5.693. Entre dezembro de 2007 e março deste ano, o índice de infestação de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, passou de 0,6%, para 2,2%. O recomendado pelo Ministério da Saúde é 1%.

As piores condições de infestação do mosquito, com cerca de 5,2%, estão no distrito de Iguatemi e na área do Conjunto Santa Terezinha. Em seguida aparecem os bairros da região do Jardim América, Requião e Jardim Paulista (3,2%). Também com esse índice, os conjuntos Ney Braga, Mandacaru, Ouro Cola e Montreal; seguidos pelo Borba Gato, Parque Itaipu e Floriano (3%).

Já as regiões da Vila Operária e Zona 8, Champagnat e Pinheiros, Morangueira e Alvorada III, Laranjeiras e Vila Esperança aparecem com médias acima de 2,5%. Seguidos das demais regiões com índices acima de 1,5%. Só as zonas 4 e 7 estão com índice controlado.

Fonte: O Diário – Maringá