O brasileiro é o mais otimista em relação ao futuro nos próximos cinco anos, revelou pesquisa divulgada nesta terça-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a partir de dados processados pelo Gallup World Poll em 132 países, no ano de 2006.

Numa escala de zero a dez, a média brasileira de expectativa em relação à qualidade de vida é de 8,78, seguido pela Venezuela, com 8,52 e pela Dinamarca, com 8,51.

A pior expectativa de felicidade futura, como o índice é denominado, para os próximos cinco anos foi constatada no Zimbábue, com média de 4,04, atrás do Camboja (4,86) e Paraguai (5,04).

Entre os jovens de 15 a 29 anos, a expectativa é ainda maior, com a média chegando a 9,29, seguido pelos Estados Unidos (9,11) e Venezuela (8,87). A pior expectativa entre os jovens também pertenceu ao Zimbábue (4,68), abaixo do Haiti (5,18) e Camboja (5,37).

Ao mesmo tempo, o brasileiro não demonstra a mesma animação em relação ao presente. O índice de felicidade presente deixa o Brasil em 23º no ranking, que é liderado pela Dinamarca.

“Essa interpretação permite reconciliar qualificações atribuídas ao Brasil, como país jovem e país do futuro”, afirmou o coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri.

Ele destacou que o brasileiro tem grande expectativa em relação ao seu próprio futuro. Quando perguntado sobre o cenário do país para os próximos anos, mostra otimismo bem menor.

“Os países latinos, em geral, são mais otimistas em relação ao futuro, apesar de não apresentarem as melhores condições em relação ao presente”, observou.

Fonte: Folha Online