Extremistas muçulmanos de Java Ocidental tentaram assassinar um professor universitário cristão por ter deixado o islamismo há três anos.

O professor, cujo nome é omitido por razões de segurança, lecionava em várias escolas de teologia e foi obrigado a buscar abrigo em outra província para escapar de mais ameaças à sua vida.

Fontes contaram ao Compass que, em setembro, um homem alegando ser cristão telefonou para o professor dizendo que queria estudar o islã para poder se relacionar com conhecidos muçulmanos. No início de outubro, aconteceram vários encontros entre o professor, o autor do telefonema e alguns amigos deste último.

Plano de assassinato

Em 17 de outubro, membros desse grupo, cujos nomes também foram omitidos, pediram que o professor levasse uma seleção de fitas cassetes e livros cristãos e que viajasse com eles para Lembang, uma pequena comunidade na periferia de Bandung, cidade movimentada de Java Ocidental. O grupo pediu que o professor se sentasse no banco de passageiros da frente de um pequeno furgão vermelho.

No caminho, os homens que estavam no banco de trás enlaçaram o pescoço do professor com uma corda e tentaram estrangulá-lo. Quando ele começou a lutar para se desvencilhar da corda, os homens o golpearam na cabeça várias vezes com um martelo.

Mesmo sangrando, o professor conseguiu pular para fora do carro e rolou morro abaixo. Cinco minutos depois, ele alcançou a estrada principal e começou a pedir socorro aos que passavam, sem contudo obter ajuda. Ele teve de andar até uma delegacia de polícia próxima, de onde ele foi encaminhado, primeiro para uma clínica, e depois para um hospital.

A polícia descobriu que o furgão dirigido pelos extremistas bateu em outro veículo. Oficiais conseguiram prender um dos homens responsáveis pelo ataque, mas os outros escaparam antes que a polícia chegasse.

O grupo tirou o telefone celular e 800 mil rúpias indonésias (87 dólares) do professor, mas a polícia acredita que isso seja um esforço para fazer parecer que a tentativa de assassinato fosse resultado de roubo violento.

As investigações estão em andamento.

Fonte: Portas Abertas