Quase dois milhões de muçulmanos iniciaram nesta segunda-feira a peregrinação sagrada à Meca, um acontecimento anual marcado por importantes medidas de segurança. Cerca de 500 palestinos deixaram a Faixa de Gaza e cruzaram Israel neste domingo em direção a Meca.

Os fiéis, vestidos com túnicas brancas, seguiram em direção ao vale de Mina, poucos quilômetros ao leste da cidade sagrada, para seguir os passos do trajeto percorrido há mais de 1.400 anos pelo profeta Maomé.

Eles passarão o dia em oração e dormirão em barracas antes de caminhar, na terça-feira, até o monte Arafat, a segunda etapa da peregrinação.

A agência oficial saudita SPA informou que as tropas oficiais controlam e guiam os fiéis no percurso. Além disso, uma equipe, com a infra-estrutira necessária, está preparada para a eventualidade de intervenções médicas.

As autoridades sauditas estão determinadas a evitar que se repitam as ”avalanches humanas” entre a multidão, que em 2006 deixaram 364 mortos e dois anos antes 251.

O número total de peregrinos presentes este ano em Meca ainda não foi anunciada, mas a SPA informou que 1,7 milhão de fiéis chegaram à Arábia Saudita procedentes de vários países. A agência calculou ainda que 200.000 sauditas participam na peregrinação.

Entre os peregrinos também estará o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, que já deixou seu país para viajar à principal cidade sagrada do islamismo.

Ahmadinejad é o primeiro presidente iraniano a participar na grande peregrinação à Meca.

Uma fonte do governo iraniano informou que o presidente da República Islâmica visitará primeiro Medina, outra cidade sagrada dos muçulmanos, antes de seguir para Meca.

O “hajj” é um dos cinco pilares do islamismo que todo muçulmano, segundo o Alcorão, deve fazer pelo menos uma vez na vida.

Cerca de 500 palestinos cruzam Israel em direção a Meca

Cerca de 500 palestinos deixaram a Faixa de Gaza neste domingo em direção a Meca, na Arábia Saudita, onde farão a tradicional peregrinação de Hajj.

Segundo fontes israelenses, os palestinos deixaram Gaza pelo ponto de fronteira de Erez, na fronteira com Israel, que normalmente fica fechado para passagem de civis palestinos.

Desde que o grupo palestino Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, em junho, esta é uma das poucas ocasiões em que Israel permite que palestinos cruzem a fronteira com o país.

Os palestinos foram levados em vários ônibus até a Cisjordânia antes de seguir para a Jordânia, onde embarcarão em aviões para a Arábia Saudita.

Fonte: AFP e BBC Brasil