Na classificação de países por perseguição, o Irã ocupa o quinto lugar. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos. O governo está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas, por isso, tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos

Segundo relatos obtidos pelo Comitê de Repórteres de Direitos Humanos, Samimi Shahab, sua esposa Fariba Karim Khani, Farshad Rahimdel e Yaser Mirza Zanjani foram presos na sexta-feira e domingo da semana passada, em Teerã, capital do Irã. Os quatro haviam se convertido ao cristianismo

Baseados nessa última informação, na sexta-feira, 26 de outubro, agentes de segurança invadiram a casa de Samimi. Durante a operação, sua esposa Fariba Karim Khani e Farshad Rahimdel, seu hóspede no momento da invasão, foram detidos. Os agentes realizaram uma busca pela casa e confiscaram itens pessoais como computadores, livros, publicações, CDs, e seu receptor de satélite.

Domingo, 28 de outubro, a casa de Yaser Mirza Zanjani também foi confiscada. Os pertences pessoais e familiares foram levados juntamente com o cristão.

Não há notícias do paradeiro ou o estado físico e psicológico dos quatro detidos. Durante as últimas semanas, outros sete membros da comunidade cristã foram presos na província de Fars, cidades de Shiraz e Kovar.

A despeito dos casos citados, a perseguição e prisão de cristãos continua. Em 24 de outubro, documento produzido pelo relator especial da ONU Ahmed Shahid ao Terceiro Comitê da ONU (Assuntos Sociais, Humanitários e Culturais) informou que “desde meados do ano de 2010 até o presente, mais de 300 cristãos foram detidos no Irã “.

[b]Fonte: Committee of Human Rights Reporters via Missão Portas Abertas[/b]