Em nota divulgada nesta terça-feira, a Igreja Apostólica Renascer em Cristo contesta as declarações do promotor de Justiça Marcelo Mendroni de que a igreja não repassa as doações arrecadadas junto aos fiéis para entidades assistenciais.

“A Igreja Apostólica Renascer em Cristo, mais que indignada, está perplexa com as ‘acusações’ levantadas pelo promotor Marcelo Mendroni, do Ministério Público paulista, contra três de suas entidades assistenciais.”

O promotor disse que a constatação ocorreu após a visita a três unidades assistenciais supostamente financiadas pela Renascer em Heliópolis (zona sul), Franco da Rocha e Santana do Parnaíba –essas duas últimas na região metropolitana de São Paulo. “Nada é destinado a essas entidades. Depois da busca e apreensão nessas unidades, a inferência que se faz é que não vai nada para elas”, disse Mendroni.

Segundo ele, os fundadores da Igreja Renascer, Sônia e Estevam Hernandes, se defendiam das acusações de lavagem de dinheiro com o argumento de que repassavam o dinheiro arrecadado com as doações para essas entidades.

Na nota, em sua defesa, a Renascer afirma que o atendimento é rigorosamente gratuito e os gastos são de responsabilidade da Renascer e da Fundação Renascer. “A Igreja Renascer em Cristo se manterá ainda mais unida, e se defenderá, e defenderá o trabalho que faz, e defenderá todos aqueles que tanto precisam. E comprovará que isso tudo nada mais é do que perseguição religiosa, das mais cruéis que se tem notícia neste país.”

A igreja também informa que tomará as providências cabíveis. “Mais uma vez a igreja informa que não se intimidará e tomará todas as providências judiciais cabíveis em face de mais esta atitude do representante do MP: elementos que deveriam constar em autos judiciais foram trazidos a público, em coletiva espalhafatosa, através da imprensa, prejudicando o intocável principio do contraditório e da ampla defesa, que deveria existir numa democracia.”

Fonte: Folha Online