No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado neste sábado (21), representantes de religiões de matriz africana e de igrejas adventistas de Manaus realizaram uma abordagem educativa com o tema “Pedágio de Respeito à Diversidade Religiosa”, no cruzamento da avenida Djalma Batista com a rua Pará, na Zona Centro-Sul da capital.

[img align=left width=300]http://www.acritica.com/uploads/news/image/727422/show_show_WhatsApp_Image_2017-01-21_at_11.50.31.jpeg[/img]A ação faz parte de uma campanha promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), que segundo a integrante do Comitê Estadual de Respeito à Diversidade Religiosa (Cerdram), Fabiane Saunier, tem como objetivo trazer a reflexão e chamar a atenção do público a cerca da data.

“Temos visto consequentemente questões voltadas para violação desse direito de fé e de professá-la. Trazendo a perspectiva do Estado laico, trazemos essa disponibilidade de pensamento: temos liberdade de exercer nossa crença ou não crença”, pondera Saunier.

Para o diretor do Departamento de Intolerância Religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Anderson Fonseca, a intolerância ocorre por falta de desconhecimento. “A educação é sempre um bom caminho para tiramos a intolerância e ignorância. Muita das vezes sofremos preconceitos e discriminação por desconhecer o outro”, opina o diretor acrescentando que a ação ajuda a desmitificar idéias que se tem sobre as religiões.

O coordenador geral da Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro de Matriz Africana (Aratrama), Alberto Jorge Silva, acredita que atividades dessa natureza ajudam a chamar a atenção da sociedade. “Principalmente que o ódio religioso e a intolerância religiosa ainda acontecem. Pessoas são mortas, agredidas, igrejas, templos, terreiros, são profanados em nome de uma fé”, afirma Alberto.

Segundo o coordenador da Aratrama, quando o Estado toma para si a responsabilidade de combater o ódio religioso, o resultado é extremamente positivo. O Comitê Estadual de Respeito à Diversidade Religiosa e da Comissão Liberdade, Consciência e Crença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM) também esteve presente.

Participou também o 1º secretário do Instituto Nacional Afrorigem, Ogã Barreto. De acordo com ele as pessoas praticam a intolerância com os povos de matrizes africanas por não conhecerem a religião. “Às vezes, é pura e simples ignorância”, disse.

Ogã afirma que o movimento realizado pela manhã ajudou a tirar muitas dúvidas de condutores e pedestres que passavam pela Avenida. “Não somos contra ninguém. Estamos aqui para garantir um direito que é estabelecido por Lei, que é de praticar a religião que escolhemos como diz o artigo 5º da Constituição Brasileira”, finalizou.

[b]Fonte: A Crítica[/b]