Dezenas de militantes islâmicos invadiram uma igreja doméstica na província indonésia de Java Ocidental na última segunda-feira, 19 de novembro, para intimidar os cristãos.

De acordo com a agência de notícias italiana online Adnkronos International (AKI), aproximadamente “30 militantes islâmicos” foram designados para invadir a casa que fica na aldeia de Citeureup, região de Bandung, para protestar contra os cultos realizados no local.

O dono de casa, Ranto Gunawan Simamora, contou que dezenas de pessoas invadiram a casa e foram diretamente para a sala de estar, normalmente usada para reuniões cristãs de adoração.

Nenhuma das pessoas que estavam na casa no momento da invasão ficaram feridas. A polícia lacrou a residência para fazer as investigações.

Esse foi o último ataque das autoridades contra lugares de adoração considerados ilegais em Java e nas imediações.

Legislação inviabiliza igrejas

De acordo com uma legislação controversa, os cristãos, budistas e hindus podem estabelecer apenas um lugar de adoração – desde que exista pelo menos 90 membros registrados e pelo menos 60 residentes locais, sob a condição de que estes vivam em uma vizinhança com pessoas de religiões diferentes.

Observadores de direitos humanos dizem que a lei, contestada por várias minorias religiosas, foi emitida em março do ano passado e substituiu uma legislação ligeiramente mais rígida adotada em 1969. Pela lei anterior, 100 pessoas tinham que se comprometer e aceitar a abertura de um novo lugar de adoração.

A Indonésia, com a sua população de 235 milhões de pessoas, é a nação islâmica mais populosa do mundo. Os cristãos não chegam a 10%, segundo estimativas da Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA).

Fonte: Portas Abertas