Quem viveu a década de 80 deve se lembrar de Simony, uma menina banguela que encantava a todos no programa “Balão Mágico”. Hoje, Simony, 31, planeja homenagear os 25 anos do programa e diz, em entrevista, “Sou de Jesus e não de igreja”.

A atração, que dominava as manhãs da TV Globo de 1983 A 1986, e que vendeu mais de 10 milhões de discos, está completando 25 anos e vai receber homenagem da cantora. Ela vai gravar um CD com os maiores sucessos do grupo para lançar em abril. O projeto terá a participação dos seus filhos Ryan, de 6 anos, e Aysha, de 4. Além dos dois, ela também é mãe de Pyetra, de um ano e meio.

Para falar desse e de outros projetos, EGO procurou a cantora que também fez um balanço da carreira, família e superexposição na mídia.

Como surgiu a idéia do projeto para homenagear o “Balão Mágico”?
O grupo faz 25 anos de existência esse ano, e quis comemorar a data. Nele, meus filhos cantam. O Ryan divide os vocais comigo em uma faixa chamada ‘Manhê’, e Aysha canta ‘Ursinho Pimpão’, e fazem praticamente todos os refrões comigo.

Tendo pai e mãe cantores, os meninos também levam jeito?
Eles adoram cantar e são superafinados. Até porque se não fossem não deixaria que participassem só pra dizer que meus filhos estão no CD. Tive a idéia, conversei com eles, e todos gostaram.

E por que não convidar os antigos integrantes do grupo?
O Orival Pessini, que fazia o Fofão, faz participação em uma das faixas. O Mike não mora mais no Brasil e ficaria inviável pra ele. O Jairzinho nem convidei porque ele sempre disse que queria direcionar a carreira pra um outro lado. Sabia que não iria topar. Também não quis chamar muita gente para não descaracterizar o projeto. Ano que vem, quero fazer o 2. Aí, sim quero chamar algumas pessoas que cantaram comigo.

Como você classifica sua carreira agora?
Não vendo mais no mesmo patamar do ‘Balão Mágico’. Até porque a indústria fonográfica mudou. Naquela época não existia a pirataria. Minha carreira está no lugar que gostaria que estivesse. Sei que se lançar um CD vou ganhar um disco de ouro porque vai vender de 50 a 70 mil, que vai me dar trabalho, render shows e que vai ter público. Não adianta a gente vender um milhão de discos e não estar satisfeito. Faço meu trabalho para um grupo que gosta de mim. No meio do ano, vou gravar outro CD chamado ‘Simony In Concert’, que vai ter DVD também. Vou cantar com orquestra músicas de Lupicínio Rodrigues, Maysa e outros.

Você é evangélica, e continua cantando músicas românticas?
Meu trabalho continua sendo com músicas românticas. Não gosto de fazer negócio com Deus. Jesus é uma coisa muita sagrada, faz parte do meu momento íntimo. As pessoas sabem que sou evangélica porque, quando me converti, falei muito sobre isso, mas prefiro não impor nada a ninguém. Eu mesma deixei de me converter antes porque as pessoas tentavam me convencer e me irritavam muito. Só falo de Jesus quando a pessoa me dá chance pra isso. Quanto à música, prefiro não fazer comércio com Deus. Se amanhã ou depois sentir vontade de cantar gospel, faço um CD e distribuo para os amigos e as pessoas que amo.

Você faz parte de que denominação?
Prefiro não falar para não ficar generalizado. Sou de Jesus e não de igreja.

Quando você encerrou o ciclo de sua carreira infantil, você posou nua para a “Playboy”. Arrepende-se disso?
Não me arrependo, não. Foi um trabalho muito bacana que fiz. Serviu para mostrar que não era mais criança. Ficou muito bonito, nada vulgar. Eles tiveram muita paciência comigo porque no meio da sessão de fotos queria desistir, mas deu tudo certo.

Você também posou para a “Sexy” em 2000. Até hoje você recebe convite para posar nua?
Recebi há um tempo atrás, mas isso agora é complicado para mim. Tem meus filhos, a vida que levo agora, casada. Acho que não tem mais a ver comigo. Mas não sou aquela que se arrepende do que faz, não. Foi muito bom, adorei e o dinheiro foi ótimo.

Mas se o seu marido não se incomodasse, você posaria nua de novo?
Não. Não faria por mim mesma. Não gostaria mais de fazer.

Durante uma época, você comentava muito publicamente sobre sua vida pessoal: dia-a-dia, casamentos e até partos foram filmados. Isso para você é natural – já que conviveu desde cedo com a mídia -, ou se arrependeu de se expor assim?
Na verdade, tudo que expus foi porque, entre aspas, fui obrigada a fazer aquilo por causa da minha situação com o Afro-X, que era presidiário. Tive que me defender. Não tinha outra maneira, a não ser ir a programas de TV para que as pessoas pudessem me ouvir. Já os meus partos foi um pedido do Gugu Liberato, que é padrinho do Ryan, e que disse que o programa dele tinha recebido muitas cartas pedindo para ver a carinha do meu filho. Não ganhei nada com isso. Nem dinheiro, nem programa de televisão. Fiz por carinho ao Gugu, que é uma pessoa que abriu espaço para me defender e para o meu trabalho.
Também acho que é um pouco de obrigação do artista mostrar sua vida. O público quer ver, não tem como não mostrar. Do tipo: ‘ela casou e eu que sou fã não pude nem participar, nem ao menos ver as fotos do casamento!’ Sou personalidade pública, não tem jeito. As pessoas me reconhecem aonde vou. Para ficar escondida, era melhor ter escolhido outra profissão. Era melhor ter sido médica.

Foi só o parto do Ryan que foi filmado?
Não. O da Pyetra eu mostrei no programa da Sônia Abraão.

Você mostraria de novo o parto de um filho em um programa de TV?
Não posso dizer uma coisa agora. Toda criança tem pai e mãe. Esse tipo de decisão teria que ser em conjunto. Se amanhã ou depois tiver um filho com Marcelo e ele disser ‘não quero’. Não vou fazer.

Você tem três filho, mas acabou de se casar com o ator Marcelo Baptista (em dezembro de 2007). Pensa em ter mais filhos? Aumentar a família?
Daqui a uns cinco anos, talvez. Mas primeiro tenho que criar esses que estão muito pequenininhos ainda (risos).

Como vocês se conheceram?
Nos conhecemos através de uma amiga, que nos apresentou. Ficamos amigos e sempre nos falávamos por MSN e Orkut. Começamos a namorar. Com quatro meses de namoro ele veio morar comigo. Moramos juntos por 8 meses, e decidimos nos casar quando completasse um ano de relacionamento. Não me permito morar debaixo do mesmo teto com uma pessoa sem ser casada.

Fonte: Ego