Autoridades afirmaram que “as igrejas que sobraram já eram suficientes para os cristãos que permaneceram no país”

As autoridades do Sudão proibiram a construção de novas igrejas no país. O ministro de Orientação e Doações, Shalil Abdullah, explicou que “os cristãos já tinham igrejas o bastante”. O anúncio veio após a demolição neste mês de um santuário próximo à capital sudanesa, Cartum, feita por urbanistas da cidade.

De acordo com o secretário-geral do Conselho de Igrejas do Sudão, Rev Kroi El Ramli, a medida foi uma surpresa, já que os líderes religiosos sempre tiveram um bom relacionamento com as autoridades.

Ramli afirmou ainda, que os urbanistas estão forçando os cristãos a saírem de uma área de favela da cidade de Omdurman, onde o santuário foi demolido, para se mudarem a um local sem igrejas. “Somos cidadãos e a Constituição diz que há liberdade de religião e de culto. Estamos usando isso para conseguir os nossos direitos”, disse em entrevista à BBC.

O Sudão é um país de maioria muçulmana, mas permite, oficialmente, a liberdade religiosa.

[b]Abandono da religião
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Uma sudanesa foi acusada de apostasia (abandono da religião) e sentenciada à morte por enforcamento. Ela havia se afastado do islã para se casar com um americano cristão. Grávida, ela deu à luz à sua filha na prisão.

Meriam Ibrahim foi libertada recentemente mas, alguns dias depois, foi presa novamente por tentar deixar o país com o marido e os filhos.

[b]Fonte: Correio 24 Horas[/b]