A Suprema Corte de Israel deu sinal verde nesta quarta-feira para uma parada do orgulho gay em Jerusalém, rejeitando apelos de judeus conservadores que queriam evitar a realização do evento.

A polícia disse que milhares de efetivos estarão disponíveis para garantir a segurança do evento desta quinta-feira contra possíveis protestos violentos de judeus que, como muitos cristãos e muçulmanos, vêem a homossexualidade como uma abominação.

Disputas para a realização da parada na cidade sagrada mostraram uma das muitas divisões na sociedade israelense. Grupos de liberdades civis argumentaram que o evento anual significa pluralismo.

“A questão ‘por que em Jerusalém’ não está em questão. É a mesma questão como deixar mulheres votarem”, disse Dana Olmert, filha homossexual do primeiro-ministro Ehud Olmert.

“A parada gay é um evento político e é uma expressão de postura política”, disse ela em uma rádio israelense.

O evento tem sido realizado na cidade desde 2001, mas foi mudado para um estádio no ano passado devido a preocupações de segurança. Líderes muçulmanos e cristãos também expressaram sua oposição à marcha no passado.

Um manifestante judeu ortodoxo esfaqueou e feriu três participantes da parada gay em Jerusalém em 2005, apesar da forte presença policial.

Israel também realiza uma parada gay em Tel Aviv. Na semana passada, o evento reuniu cerca de 20 mil pessoas.

Fonte: Reuters