O talibã, grupo terrorista que manteve uma ditadura no Afeganistão, até a invasão americana em 2001, recebeu uma condenação aberta de religiosos muçulmanos no país vizinho, o Paquistão.

O exército paquistanês está começando a recuperar o território dominado pelo talibã. A ofensiva já dura duas semanas, e aconteceu principalmente pela pressão do governo americano, preocupado que os extremistas religiosos do talibã pudessem chegar perto da capital e eventualmente controlar as armas nucleares que o Paquistão possui.

Existe também uma batalha religiosa para convencer o povo paquistanês: o talibã fala em guerra santa , mas a maioria não se reconhece nesse tipo de islamismo.

Pela primeira vez, clérigos de todo o país vieram a Islamabad para fazer um encontro e um protesto contra o talibã. Eles próprios se sentem ameaçados por um radicalismo religioso que vai contra o islamismo moderado que sempre predominou no Paquistão.

Eram cinco mil que discursavam e discutiam. Para eles, a imagem do Islã e do Paquistão estão sendo prejudicadas.

Esses clérigos dizem representar 99% dos muçulmanos do país. Muitos queriam falar, denunciar um extremismo que vai contra a vontade da maioria. Maioria silenciosa que dessa vez não quer se calar.

Um dos mais respeitados, vai até além e diz: “Terrorismo não tem religião, não liguem o talibã ao Islã, não liguem o talibã a barbas como essa, ok?”

Fonte: G1