Das dimensões do templo à figura emblemática de Edir Macedo, jornal norte-americano aborda as implicações para o país da inauguração do novo centro evangélico em SP.

A inauguração nesta semana em São Paulo do Templo de Salomão, da Igreja Universal, foi alvo de matéria do The New York Times, que disse que o enorme templo faz o “icônico Cristo Redentor do Rio de Janeiro, que tem apenas metade da altura, parecer um enfeite em comparação”.

Após quatro anos de obras, o centro religioso será inaugurado nesta quinta-feira, 31. Custou R$ 680 milhões e terá assentos para 10 mil pessoas (veja outros fatos surpreendentes sobre o templo).

[img align=left width=300]http://exame1.abrilm.com.br/assets/images/2014/7/503858/size_590_templo-salomao.jpg[/img]A reportagem do Times aborda as implicações políticas e religiosas para o Brasil do projeto capitaneado pelo bispo Edir Macedo.

Este, por sua vez, é apontado como o homem que “reformulou” o cenário religioso nacional, tornando-se bilionário e enfrentando pelo caminho acusações e processos por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Ninguém reformulou a paisagem religiosa do Brasil como o sr. Macedo. Dono de uma emissora e fundador da igreja, Macedo agora viaja de jatinho com um passaporte diplomático especial (um privilégio também permitido no país a altos funcionários do Vaticano), defendendo a teologia da prosperidade e doutrinas pentecostais como exorcismo e a cura pela fé”, diz o texto.

A presença prevista de Dilma Rousseff na inauguração mostra, segundo o Times, como a mandatária busca o apoio de evangélicos conservadores em sua coalizão, simbolizada pela aliança com Marcelo Crivella, um sobrinho de Macedo e candidato ao governo do Rio de Janeiro.

Ao jornal, o arquiteto do projeto afirma que a Universal não “poupou gastos” no Templo. As reações de “assombro” dos passantes, que param para tirar fotos, também foi registrada.

“O monumental templo será um poderoso símbolo do Brasil como epicentro do pentecostalismo global, assim como da Igreja Universal como a congregação líder para desafiar a Igreja Católica no país”, disse ao jornal R. Andrew Chesnut, especialista em religiões latino-americanos da Universidade Commonwealth de Virginia.

O uso ostensivo de símbolos judaicos também foi observado pela matéria, escrita pelo correspondente Simon Romero e publicada na última quinta-feira.

[b]Fonte: Exame online[/b]