O presidente da Associação Brasileira de Pesquisa de Criação, Christiano da Silva Neto, afirma que, enquanto não houver consenso, tanto o evolucionismo quanto o criacionismo devem ser dados nas aulas de ciências.

O criacionismo deve ser ensinado nas aulas de ciências nas escolas?

Melhor seria perguntar: “Por que estudar as origens?”. Todas as culturas demonstram interesse por isso. Conhecendo as origens das espécies, do Universo, pode-se explicar o que ocorre no presente.
Os cientistas evolucionistas entendem que seu modelo é o que corretamente explica as origens do Universo e da vida, enquanto os cientistas criacionistas entendem que o seu modelo é o correto.

O que o sr. acha de ensinar tanto o criacionismo quanto o evolucionismo?

Há muitos pontos dogmáticos, tanto no modelo evolucionista quanto no criacionista.
A grande maioria dos homens de ciência, hoje, é de evolucionistas, mas vem crescendo o número de cientistas criacionistas.
Enquanto o consenso não existir, a maneira mais justa e honesta de lidar com a questão é apresentar ambos os modelos nas aulas de ciências, dando destaque aos pontos fortes e fracos de cada um.
Para os críticos, criacionismo não é ciência.

É uma acusação injusta, derivada da falta de conhecimento. O criacionismo aponta para a existência de um agente externo ao Universo, que teria sido a sua causa. A ciência não tem, ao menos hoje, capacidade para investigar algo fora dos limites do Universo. Portanto, esse agente está fora dos limites da ciência.

Fonte: Folha de São Paulo