Até o momento, pelo menos oito congregações se separaram da diocese da Igreja Episcopal da Virgínia, ramo americano da Igreja Anglicana, em protesto pela ordenação de Gene Robinson (foto), um homossexual como bispo e por aquilo que consideram tendências liberais entre seus 2,2 milhões de membros.

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Os dissidentes são quase 10% dos 90 mil episcopais da diocese. Duas das congregações que votaram no domingo pela separação têm suas origens no século XVIII e estão entre as maiores do estado da Virgínia.

“Deus guiará esta igreja em seu Ministério”, declarou John Yates, pastor da Igreja Falls, após 1.228 de seus membros votarem pela separação da diocese, e apenas 127 pela permanência do vínculo.

Martyn Minns, pastor da Igreja Truro, também disse esperar que outras paróquias no país se juntem ao movimento dissidente.

As tensões entre os setores mais conservadores e os reformistas na Igreja Episcopal chegaram ao ponto da separação em 2003, após a eleição de V. Gene Robinson (foto), um homossexual, para bispo em New Hampshire.

Além disso, das 111 dioceses episcopais, sete anunciaram em novembro que não reconheciam a autoridade de Katharine Jeffers Schori, a primeira mulher eleita para bispo-presidente da Igreja Episcopal. Schori apóia a ordenação de Robinson e também a bênção eclesiástica das uniões entre homossexuais.

“Toda esta situação não é sobre nós. É sobre as gerações futuras. Pelo bem de nossos filhos devemos ser fiéis a Cristo”, disse Yates.

As 111 dioceses compreendem os Estados Unidos, Ilhas Virgens dos EUA, Haiti, Taiwan, Colômbia, República Dominicana, Equador, Honduras, Porto Rico, Europa e Venezuela. A Igreja também mantém uma relação extra provincial com a diocese de Cuba.

Mais de 25% dos presidentes dos EUA são membros da Igreja Episcopal.

Nas últimas cinco décadas, a Igreja Episcopal esteve à frente dos movimentos “progressistas” e “liberais” tanto na esfera religiosa como na política secular.

Por isso, as dioceses adotaram algumas resoluções moderadas em relação ao aborto, contrárias à pena de morte e às guerras, e apoiaram as medidas em favor das minorias para compensar a discriminação.

Apesar de, em anos recentes e da mesma forma que outras grandes denominações cristãs nos EUA, a Igreja Episcopal ter vivenciado a diminuição do número de seus membros, esse ramo se beneficiou com a migração de católicos divorciados e que puderam voltar a se casar.

A maioria das congregações dissidentes se alinhará agora com a Convocação de Anglicanos na América do Norte (Cana, em inglês), uma organização com sede em Fairfax e que é liderada pelo arcebispo Peter J. Akinola, da Igreja Anglicana da Nigéria.

A organização reflete tanto na Igreja Anglicana como em nível mundial as mesmas tensões que agora colocaram a Igreja Episcopal à beira da ruptura.

De fato Minns já foi consagrado como “bispo missionário” da congregação e liderará 25 dioceses nos EUA que são associadas do grupo.

Joan Gundersen, presidente da organização Episcopais Progressistas de Pittsburgh (Pensilvânia), disse hoje que “com toda franqueza, quem não estava de acordo já abandonou essas paróquias. Eles estiveram se movimentando nessa direção durante anos”.

“Cada vez que uma destas igrejas se separa, sua voz se torna uma minoria maior e mais reduzida”, acrescentou.

“Uma das crenças da Igreja Episcopal tem sido como podemos conviver e orar juntos dentro de interpretações muito variadas da fé”, disse Gundersen.

Fonte: Gazeta News

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