Um treinador de luta de Michigan, nos Estados Unidos, perdeu o emprego porque o seu assistente foi acusado de tentar “converter estudantes muçulmanos ao cristianismo”. O caso reflete uma hostilidade crescente contra o cristianismo ao longo do país e uma clara violação à liberdade religiosa.

De acordo com um relatório da Associação Psiquiátrica Americana, Michigan abriga a segunda maior comunidade muçulmana fora do Oriente Médio. O mesmo relatório, também destaca que o islã é atualmente a religião que mais rapidamente cresce nos Estados Unidos.

Jerry Marszalek trabalhou durante 35 anos como treinador de luta livre na Escola Secundária de Fordson, em Dearborn, segundo informações do jornal “Detroit News”.

Recentemente, o diretor da escola, Imad Fadlallah, decidiu não renovar o contrato do treinador porque pais da comunidade islâmica reclamaram que Trey Hancock, o ex-assistente de Jerry Marszalek, e pastor da Assembléia de Deus, tentava converter os alunos muçulmanos ao cristianismo.

Jerry Marszalek diz que o diretor nunca sequer assistiu a um treinamento de luta livre, mas baseou o julgamento dele nas reclamações do pai de um estudante árabe.

Jan Markell, fundadora do ministério Árvore de Oliva, em Minnesota, diz que a terminação é ultrajante. “Ele… o professor…tinha um trabalho de 35 anos em Dearborn, Michigan, e não era ele o professor que estava fazendo qualquer tipo de evangelismo, era o assistente”, argumenta ela.

Além disso, ela questiona o que aconteceria se um diretor cristão demitisse um treinador muçulmano, em circunstâncias semelhantes, alegando tais motivos. E pede para que a União de Liberdades Civis Americana possa intervir imediatamente no caso.

Assistente nega as acusações

Trey Hancock nega as alegações de que tenha tentado converter estudantes, insistindo que nunca testemunhou ou orou enquanto treinava na Fordson. Embora ele tenha batizado um estudante muçulmano de Dearborn, em 2005, ele lembra que essa atividade não foi executada durante o horário escolar.

Depois do batismo, o treinador Jerry Marszalek foi advertido pelo diretor da escola a manter o assistente longe da prática de luta livre e de eventos.

Hostilidade aos cristãos cresce no país

O caso reflete uma hostilidade crescente contra o cristianismo ao longo do país, e não apenas entre os membros da população muçulmana.

A perseguição cristã assumiu uma variedade de formas nos Estados Unidos – desde a crescente intolerância ao proselitismo até à erradicação, nos últimos anos, de quase todas as referências cristãs contidas em livros históricos e de ensino das escolas públicas.

Embora a magnitude da perseguição nos EUA seja incomparável com que ocorre na China, Mianmar e Sudão, por exemplo, onde a perseguição é severa e muitos cristãos acabam martirizados, a percepção anticristã nas escolas americanas, na mídia e na sociedade em geral causa preocupação aos cristãos dessa nação que ficou notoriamente conhecida pela liberdade de expressão e culto.

Em 2005, o Centro Islâmico da América construiu m Dearborn uma mesquita de US$ 14 milhões com a cúpula em ouro.

Fonte: Portas Abertas