O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira, 28, em discurso a militares que continuará a pressionar pela liberdade em Cuba e que “um dia, o bom Deus levará a Fidel Castro”, embora.

Os militares que estavam no auditório da Escola de Guerra Naval, no Estado de Rhode island, caíram numa gargalhada, como se insinuassem que Bush deseje a morte de Fidel. Bush, imediatamente, acrescentou : “Não, não. Queremos saber qual será a estratégia do governo dos Estados Unidos,” para Cuba, após a morte de Fidel.

Bush fazia um discurso sobre a Guerra do Iraque, quando um militar colombiano presente ao auditório lhe pediu que fizesse uma avaliação da América Latina. Bush então disse que só um país não é democrático na região, Cuba. “De modo que continuaremos a pressionar pela liberdade na ilha de Cuba. Um dia, o bom Deus levará a Fidel Castro,” afirmou.

Fidel tem dito várias vezes que Bush já tramou o seu assassinato. Documentos liberados pela CIA nesta semana indicavam que a agência já teria contratado integrantes da máfia para assassinar o líder cubano.

Fidel rebate

O líder cubano Fidel Castro, de 80 anos, fez duras críticas nesta quinta à União Européia por ter se aproximado dos Estados Unidos na cena política internacional a partir da década de 1990.

“A União Européia foi conduzida por Washington a um beco sem saída e sem honra,” comentou Fidel. Ele opinou que após a Guerra Fria e a desintegração da União Soviética, no início da década de 1990, as nações européias se dobraram à política estadunidense. Inclusive os países ex-comunistas do Leste Europeu, afirmou.

“Os próprios europeus compreenderão, um dia, a que absurda situação lhes levou o imperialismo e que um país do Caribe tenha dito as verdades necessárias,” disse Fidel.

A União Européia mantém algumas sanções a Cuba desde 2003, embora recentemente tenha retomado o diálogo com a ilha.

Fonte: Estadão