O Vaticano saiu em defesa do novo arcebispo de Varsóvia, Stanislaw Wielgus -suspeito de ter colaborado com os serviços secretos comunistas durante 20 anos- e afirmou que o Papa Bento XVI tem “plena confiança” no prelado.

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“A Santa Sé, ao decidir a nomeação do novo arcebispo de Varsóvia, levou em consideração todas as circunstâncias de sua vida, dentre as quais as referentes a seu passado. Isso significa que o Santo Padre tem plena confiança em Stanislaw Wielgus, e possui plena consciência da missão que lhe confiou”, informou o Vaticano em comunicado.

Junto a essa nota, a Santa Sé publicou outra da Conferência Episcopal Polonesa sobre o caso Wielgus, “que causou uma grande inquietação desde o momento em que citou um claro exemplo de ‘purificação selvagem'”.

“Purificação”, diz o comunicado dos bispos poloneses “é o termo para o procedimento de reconhecimento das responsabilidades de colaboração com os órgãos de segurança do regime comunista”.

Os prelados acrescentaram que esse termo é ofensivo no caso do eclesiástico, e afirmaram que “a simples confirmação de uma conversa de um sacerdote com os expoentes dos serviços de segurança comunistas não pode ser vista como uma colaboração, uma vez que se tratava de uma conversa oficial, realizada com a anuência do bispo”.

Recentemente, o jornal polonês “Gazeta Polska” publicou que Wielgus no final da década da década dos anos 60 foi inscrito no registro dos colaboradores secretos do regime comunista da Polônia com o pseudônimo de “Adam”.

O novo arcebispo, que foi reitor da Universidade Católica de Lublino, rejeitou categoricamente as acusações de espionagem, e disse que foi obrigado a se encontrar com agentes secretos comunistas quando tirou passaporte.

Wielgus, que sucede o cardeal Jozef Glemp no cargo, tomará posse da arquidiocese da capital polonesa em 7 de janeiro.

Fonte: Gazeta On line

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