O vice-primeiro-ministro israelense Haim Ramon afirmou nesta segunda-feira que o Governo de Israel deve apoiar o estabelecimento da capital de um futuro Estado palestino nos bairros árabes de Jerusalém, que o Estado judeu anexou em 1967.

Em declarações à emissora das Forças Armadas israelense “Galei Tzahal”, Ramon, um dos políticos mais próximos ao primeiro-ministro Ehud Olmert, afirmou hoje que se isso acontecer Israel ganhará o reconhecimento internacional de sua própria soberania e sua capital na assim chamada “Jerusalém judia” ou ocidental.

Durante a Guerra dos Seis Dias, há quase 40 anos, Israel conquistou a parte leste de Jerusalém, onde se encontram os principais santuários para judeus, cristãos e muçulmanos.

Em 1980, o Parlamento declarou a Jerusalém “capital indivisível e eterna do povo hebraico”.

Um terço dos moradores da cidade são palestinos residentes nessas zonas anexadas.

Ramon, do partido governista de centro Kadima, disse à emissora que sua proposta é compartilhada em essência pelo Partido Trabalhista da coalizão e pelo ministro de Estratégia, líder do Partido direitista “Israel Beiteinu”, Avigdor Lieberman.

A capital de um futuro Estado palestino é um dos principais empecilhos no processo de paz do Oriente Médio.

Jerusalém Oriental, onde se encontram os grandes santuários das principais religiões monoteístas, teriam de gozar de um estatuto especial, e sua administração terá de ser objeto de negociações futuras, segundo a proposta de Ramon.

Fonte: EFE