O medo silenciou a voz dos cristãos paquistaneses desde o assassinato do político Shahbaz Bhatti na primavera passa, disse o arcebispo de Lahore, no Paquistão. “As pessoas estão muito tristes, amargas. Elas perguntam o porquê dessas coisas acontecerem com ela”, disse o arcebispo.

Os assassinos de Bhatti continuam soltos. O assassino culpado por matar o ex-primeiro-ministro, Salman Taseer, foi recebido na corte com pétalas de rosas e grinaldas. Uma atmosfera de impunidade para quem matou um cristão e que está fazendo com que muitos cristãos saiam do país.

“Nessas situações, as minorias não tem muito espaço para mostrar aquilo que pensam ou de defender os seus direitos.” Segundo o arcebispo, nos mais de 50 anos que ele foi ordenado sacerdote, ele nunca viu um período onde oligarquias corruptas governam multidões.

Bhatti era o ministro responsável pelas minorias no Paquistão. Ele foi morto no dia 2 de março por seu próprio guarda-costas. Bhattiz era um dos homens do governo que se mostrava contrário a lei da blasfêmia que existe no Paquistão.

Ondas de ataques suicidas, assassinatos e ameaças de morte contra os cristãos tem alertado defensores dos direitos humanos e funcionários da justiça do Paquistão que querem criar uma comissão de manutenção da paz no país. Até mesmo os muçulmanos mais moderados do país se voltaram contra as minorias religiosas, disse o arcebispo.

Segundo o arcebispo Saldanha, se os cristãos viverem sob a lei da Sharia, eles serão apagados da sociedade. “O Paquistão não é uma democracia. A legislação não é semelhante para todos. O presidente e o primeiro-ministro tomam decisões e não informam ao parlamento” disse Saldanha.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]