Um grupo de cyberterroristas chamado “United Cyber Caliphate”, que tem ligações com o Estado Islâmico havia divulgado na última quinta-feira (9) uma lista de futuros ataques no mundo todo, incluindo o Brasil. Ela continha cerca de oito mil “alvos”, incluindo mais de 600 nos Estados Unidos. O material mencionava especificamente que o alvo era a Flórida.

[img align=left width=300]http://ep01.epimg.net/internacional/imagenes/2016/06/12/actualidad/1465717811_688793_1465726592_noticia_normal.jpg[/img]Na ocasião, o governo minimizou o assunto, mas na madruga deste domingo (12), um atirador solitário vindo do Afeganistão invadiu a boata gay Pulse, em Orlando, que deixou pelo menos 50 pessoas mortas e mais 53 feridos. Segundo a rede CNN, o atirador seria Omar Saddiqui Mateen, e que ele tinha recebido treinamento sobre armas. A polícia relatou que ocorreu uma “explosão controlada” no local, mas não confirma que o terrorista seria um homem-bomba.

Com tem se tornado comum, o governo Obama anunciou apoio as vítimas, mas não confirma que seja um atentado terrorista nem que a motivação seja religiosa. O Ramadã, período mais sagrado do ano para os islâmicos começou dia 6 de junho. Conforme foi divulgado por sites como Jihad Watch, o porta-voz do Estado Islâmico, Abu Mohammad al-Adnani, este seria um “período sangrento” para os infiéis europeus e norte-americanos.

Segundo disse à imprensa um porta-voz do FBI, o tiroteio seria investigado como um possível ato de terrorismo, mas nega que tenha alguma influência de organizações internacionais. Ele também não quis confirmar se ele possuía ‘inclinações ao terrorismo islâmico radical”. Isso contradiz o que afirmou antes o chefe da polícia de Orlando, John Mina: “Parece que foi muito organizado e muito preparado”.

Rapidamente, o presidente da Sociedade Islâmica da Flórida, Muhamad Musri pediu que a mídia não fizesse pré julgamentos e disse que um ato como este não pode ser previsto: “Poderia ter acontecido em qualquer lugar, como um raio”.

Esse episódio ocorre poucos dias após o Estado Islâmico ter experimentado grandes derrotas no território controlado por eles na Síria, onde as forças leais ao governo, com apoio de uma coalização internacional, recuperaram o controle de várias cidades e avançaram em direção a Raqqa, atual capital do califado.

[b]Pai de atirador diz que caso não tem a ver com religião
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O pior tiroteio da história dos EUA, que provocou este sábado 50 mortos num clube noturno de Orlando, “não tem nada a ver com religião”, afirmou o pai do presumível atirador.

“Não tem nada a ver com religião”, disse Mir Seddique, pai de Omar Mateen, explicando ao canal televisivo NBC que, há algum tempo atrás, o jovem tinha ficado furioso ao ver dois homossexuais a beijarem-se, no centro de Miami.

Omar Mateen “viu dois homens a beijarem-se em frente da sua mulher e do seu filho e ficou muito zangado”, referiu. “Não sabíamos de nada. Estamos chocados como todo o país”, disse o pai de Omar Matten, identificado como cidadão norte-americano de origem afegã, com cerca de 20 anos.

Mir Seddique apresentou desculpas em nome da sua família pelo ato do filho. O tiroteio num clube noturno de homossexuais em Orlando provocou 50 mortos e mais de 53 feridos, segundo o novo balanço avançado pelo presidente da câmara da cidade. Inicialmente, as autoridades policiais tinham avançado a existência de 20 mortos e cerca de 40 feridos.

As autoridades norte-americanas estão convencidas que “não há outra ameaça” relacionada com o tiroteio, como declarou um responsável da polícia federal, Ron Hopper.

[b]Fonte: Correio da Manhã (Portugal) e Gospel Prime com informações de Jihad Watch e WND[/b]