Depois de quase três meses de investigação criminal pelo investigador Alexandr Dez, do escritório de Hamza, formalizou-se uma acusação contra Konstantin Malchikovsky, da Igreja Batista no Uzbequistão.

Os problemas da Igreja começaram em abril, quando dois policiais do Serviço de Segurança Nacional (NSS) invadiram a Igreja Batista. Dinheiro e dezenas de milhares de cópias de livros cristãos foram apreendidos, juntamente com materiais de impressão. Quatro membros da igreja – incluindo Malchikovsky – foram multados em valores altíssimos.

O caso mais recente contra Malchikovsky foi aberto pela polícia em 22 de abril, acusando-o de não pagar ao governo cerca de US$ 2.400 vindos de ofertas e vendas de livros, entre 2003 e 2010. Ele enfrentará dois anos de cadeia.

Os membros da Igreja Batista dizem que as acusações são absurdas, pois as ofertas à igreja devem ser registradas somente em recibos. “Isso viola a Lei de Religião e da Carta da Igreja, uma vez que ela não está envolvida em atividades comerciais e não há necessidade de se apresentarem registros de entrada de dinheiro”, observaram eles.

Durante as investigações contra Malchikovsky, investigadores ameaçaram os membros da igreja de prisão, caso não lhes cedessem “provas” contra o cristão que está preso.

A igreja levou ao tribunal documentos que apresentam a ilegalidade da prisão do membro. Eles também apresentaram o que descreveram como “provas de falsificação de documentos pelas autoridades locais.”

A igreja ainda pediu ao Tribunal de Justiça, no dia 6 de julho, para abrir uma investigação contra as autoridades fiscais, mas o juiz ignorou o pedido e preferiu satisfazer plenamente às demandas de reclamações vindas justamente das autoridades locais.

As autoridades do Distrito de Hamza também alegam que a igreja não pagou todos os impostos, o que a levou a ser multada em cerca de US$ 4.090.

Ore por Malchikovsky: para que Deus o proteja de todo o mal da prisão e que a igreja Batista do Uzbequistão consiga se fortalecer, mesmo em meio a essa onda de acusações e privações.

[b]Fonte: Portas Abertas [/b]