Presidente Jair Bolsonaro em celebração de Páscoa por videoconferência. (Foto: Reprodução/TV Brasil)
Presidente Jair Bolsonaro em celebração de Páscoa por videoconferência. (Foto: Reprodução/TV Brasil)

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Paulo Jeronimo, criticou, por meio de nota, o uso feito no último domingo, 12, pelo presidente Jair Bolsonaro da TV Brasil.

Durante duas horas, o canal exibiu videoconferências com líderes evangélicos, católicos e judeus. O conteúdo religioso também foi reproduzido nas redes sociais do canal.

A OEA também criticou a live de Bolsonaro com líderes religiosos transmitida pela TV Brasil.

O relator da Organização dos Estados Americanos (OEA) para liberdade de expressão, Edison Lanza, afirmou que “o uso sectário e longe do interesse público da mídia pública deve ser banido com garantias legais

Um continente que não aprende com os erros é condenado a repetir suas tragédias. A TV pública brasileira se transformou em um espaço para proselitismo político e religioso. O uso sectário e longe do interesse público da mídia pública deve ser banido com garantias legais.”

A transmissão contou apenas com convidados declaradamente simpáticos ao presidente da República, como o apóstolo Luiz Hermínio, pastor Marco Feliciano, bispo Eduardo Bravo, pastor Josué Valandro Jr., apóstolo Estevam Hernandes, pastor Silas Malafaia, bispo Abner Ferreira, pastor Samuel Câmara, bispo J.B. Carvalho, pastor Teófilo Hayashi, missionário R.R. Soares, bispo Rodovalho, apóstolo Renê Terra Nova, pastor André Valadão, padre Reginaldo Manzotti, dom Fernando Antônio Figueiredo e rabino Leib Rojtenberg.

Leia a nota abaixo da ABI:

TV Brasil deve ser uma emissora pública

“Neste Domingo de Páscoa a TV Brasil, transmitindo em rede nacional, dedicou duas horas de sua programação para fazer proselitismo do presidente Jair Bolsonaro e das políticas irresponsáveis que ele prega diante da pandemia do coronavírus. O espaço teve participação destacada de pastores representantes de igrejas fundamentalistas alinhadas com seu governo.

Com a autoridade de seus 112 anos de existência em defesa das causas democráticas no país, a ABI lembra ao presidente da República que o Executivo dispõe da NBR para divulgar suas iniciativas e que a TV Brasil, por definição, é uma emissora pública, e não uma porta-voz de suas posições.”

Folha Gospel com informações da ABI