Bandeira da ChinaFoto: www.slon.pics - br.freepik.com

No dia 23 de julho teve início os Jogos Olímpicos de 2020 que acontecem em Tóquio, capital do Japão. Essa edição conta com 46 modalidades esportivas, sendo cinco novas. Mais de 200 países dos cinco continentes participam dos jogos que acontecem até o dia 8 de agosto. Muitas das nações que têm destaques nos esportes também são relevantes quando o assunto é perseguição. Um dos exemplos é a China.

Qual o histórico da China nos Jogos Olímpicos?

A China participou, sob o nome de República da China, das Olimpíadas entre 1932 e 1948. Porém, a atual nomenclatura de República Popular da China (RPC) apareceu pela primeira vez em 1952, durante os Jogos de Helsinki, Finlândia. Mas o Comitê Olímpico Internacional (COI) permitiu tanto a participação da República Popular da China, quanto da República da China – que veio a se tornar Taiwan depois da Guerra Civil Chinesa. O país comunista integra o 7º lugar no ranking de países com o maior número de medalhas na história dos Jogos Olímpicos, ficando atrás apenas de Estados Unidos, União Soviética, Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália.

Em 1984, em Los Angeles, a China retornou aos Jogos Olímpicos e conquistou 32 medalhas, número que lhe colocou no 4º lugar no quadro de medalhas. A edição seguinte, de 1988 em Seoul, teve o pior rendimento da China nas Olimpíadas, onde o país despencou para a 11ª posição, com 28 medalhas totais. Em 1992, na Olimpíada de Barcelona, a China voltou à 4ª posição, subindo ao pódio 54 vezes. E na edição seguinte, de Atlanta em 1996, o país se manteve na 4ª posição. Em Sydney, a China começou a demonstrar o início de sua aceleração como potência olímpica. Foi quando alcançou o 3º lugar no quadro geral, com 58 medalhas.

Em Atenas 2004, chegou ao segundo lugar da competição, com 63 medalhas. Já a edição seguinte, em Pequim 2008, veio a coroar a melhor participação da história da China nas Olimpíadas. Além de alcançar o 1º lugar no quadro geral, com um total de 100 medalhas, o país conseguiu 51 ouros, ou seja, de todas as vezes em que subiu ao pódio, mais da metade estava em primeiro lugar. E na edição seguinte, conquistou a segunda posição, levando 38 ouros das 88 medalhas conquistadas em Londres. Nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, o país ficou com o terceiro lugar. Agora, em Tóquio 2020, a China apresenta um ótimo desempenho e ocupa o primeiro lugar no quadro geral de medalhas até o momento.

Como é a perseguição aos cristãos na China?

A China ocupa o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2021 e os seguidores de Jesus no país lidam com a perseguição severa, vinda de todas as esferas da vida. A intensa pressão exercida cada vez mais sobre os cristãos pelo governo trouxe um aumento de seis posições em relação à LMP do ano passado. Em apenas três anos, o país subiu 26 lugares, refletindo uma piora na liberdade religiosa para os cristãos no país.

Muitas igrejas enfrentam o controle rígido do Estado, e há relatos de que em algumas regiões as autoridades usaram a pandemia da COVID-19 para manter os templos fechados, mesmo depois de outros estabelecimentos estarem abertos. Muitos prédios cristãos também foram danificados e destruídos.

Também aumentou o número de invasões a propriedades e assédio aos cristãos. Há informações de que os cidadãos são recompensados financeiramente por divulgarem informações sobre os seguidores de Jesus e outras minorias religiosas ao governo. Isso reflete a determinação do Partido Comunista de exercer controle sobre todas as áreas da vida. É preciso lembrar que o país é vasto e a situação para os cristãos pode variar nas diferentes partes do território. No entanto, a situação para os cristãos piorou em toda a China.

Fonte: Portas Abertas