O nascimento de Jesus, o Rei dos reis, foi planejado na eternidade, prometido ao longo da história, ocorrido na plenitude dos tempos e possui consequências eternas. Destacaremos, aqui, três pontos importantes:
Em primeiro lugar, a promessa do nascimento do Rei. Tudo foi planejado antes mesmo da criação do universo. O plano de Deus é eterno e não pode ser frustrado. No Éden, logo após a queda dos nossos pais, o Messias foi prometido. Dele falaram os patriarcas. Para ele apontaram os profetas. A lei, os salmos e os profetas o descreveram. Deus preparou o povo de Israel, o povo da aliança, e dele procede as Escrituras. Jesus procederia da tribo de Judá e da linhagem de Davi. Todo o Antigo Testamento apontava para ele: Jesus é a semente da mulher, o descendente de Abraão, o cordeiro da Páscoa, a coluna de fogo, a coluna de nuvem, o maná que desceu do céu e a água que brotava da rocha. Jesus é simbolizado pelo tabernáculo, pela arca da aliança, pelo templo, pelas festas, pelos sacrifícios, pelo sábado. Tudo apontava para ele. Tudo era sombra dele; ele a realidade.
Em segundo lugar, o cumprimento do nascimento do Rei. Na plenitude dos tempos, Jesus nasceu de mulher, nasceu sob a lei, para ser o nosso Redentor. Por intermédio do povo judeu, Deus nos deu as Escrituras. Pela instrumentalidade do povo grego, Deus nos deu uma língua universal. Pela cooperação do povo romano, Deus nos concedeu leis e estradas que deram acesso e celeridade aos pregoeiros da verdade. No tempo oportuno da graça, Gabriel foi enviado por Deus para comunicar a Maria, desposada com José, que ela daria à luz a Jesus, o Filho do Altíssimo, para herdar o trono de Davi. Para cumprir as profecias, José vai alistar-se com Maria em Belém da Judéia, onde Jesus deveria nascer, pois era da casa de Davi, o belemita. Então, o Filho de Davi nasce em Belém da Judeia, sendo anunciado pelo anjo aos pastores e celebrado por uma milícia celestial, que cobria os céus da Belém. A mensagem aos pastores era clara: “Eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo. É que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Nasceu Jesus, o pão da vida, a luz do mundo, a porta das ovelhas, o bom pastor, a ressurreição e a vida, o Caminho, e a Verdade, e a Vida, a Videira verdadeira. Ele é Alfa e Ômega, o Princípio e o Fim. Ele é o Maravilhoso Conselheiro, o Deus Forte, o Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz. Ele é o Único Mediador entre Deus e os homens, o único nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos.
Em terceiro lugar, as consequências do nascimento do Rei. O nascimento de Jesus é um divisor de águas na história. Quem nele crê será salvo. Quem o rejeita será condenado. Nele temos vida eterna; sem ele não há esperança. Por meio dele temos livre acesso a Deus; sem ele ninguém pode chegar ao Pai. Num mundo timbrado pelo pluralismo e pela inclusão sem fronteiras, Jesus se apresenta como o único Salvador. Nenhuma religião pode reconciliar o homem com Deus. Nenhuma igreja pode salvá-lo. A salvação é uma obra de Deus e pertence a Deus. O homem não é salvo pelos seus esforços nem pelas suas obras. A salvação não é uma conquista das obras, mas uma oferta da graça. Aqueles que recebem a Jesus, recebem o direito de serem feitos filhos de Deus. Esses são aqueles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne nem da vontade do homem, mas de Deus. Porém, aqueles que tapam os ouvidos à voz do evangelho e rejeitam a oferta da graça, o que lhes resta é uma horrível expectativa de juízo. O Natal de Jesus traz salvação para uns e condenação para eles. Qual é a sua escolha? Feliz aquele que não encontra motivo de tropeço em Jesus, mas reconhece-o como o caminho para Deus, a porta da salvação.
Rev. Hernandes Dias Lopes

