Leonardo Meireles Alvarenga, contador e integrante da Igreja Cristã Maranata (ICM), deixou a prisão no final da noite da sexta-feira (5).

Assim como outros colegas religiosos, ele é suspeito de envolvimento no desvio de recursos do dízimo doado pelos fiéis.

Ele estava preso, desde 24 de junho, junto a outros nove líderes da igreja. Alvarenga foi liberado, após receber uma liminar – ordem judicial provisória – favorável: a justiça atendeu o pedido de habeas corpus de seu advogado.

A Igreja Maranata é investigada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES). O órgão abriu inquérito para apurar a suspeita de desvio de dízimo e enriquecimento ilícito por parte de membros da diretoria da instituição. A denúncia partiu de um processo feito pela própria igreja contra os suspeitos. Cerca de 20 membros da Maranata foram denunciados por envolvimento em crimes como formação de quadrilha, estelionato, apropriação indébita e duplicata simulada (nota fria), totalizando um rombo aos cofres da igreja da ordem de R$ 30 milhões.

Ainda há suspeitas de ameaça e coação de testemunhas, uma juíza e um promotor.

Outros sete membros da Igreja Maratana continuam presos, sendo o presidente e fundador da igreja, Gedelti Gueiros, e o pastor Arlínio Rocha, em prisão domiciliar.

Na semana passada, foi suspensa a intervenção na ICM. Assim, a administração voltou a ser feita pelo Conselho Presbiteral e pelos antigos diretores, com exceção dos que respondem a processo criminal e outros denunciados.

As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que contou com o apoio de interceptações telefônicas para desvendar as negociações feitas entre líderes da igreja.

A Igreja Cristã Maranata Presbitério Espiritosantense, como instituição religiosa, nasceu em janeiro de 1968, no município de Vila Velha (ES), com o objetivo de adorar a Deus e pregar o evangelho conforme as escrituras do Velho e Novo Testamento como única regra de fé e prática.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]