O secretário-geral da Conferência Episcopal Argentina, monsenhor Enrique Eguía Seguí, afirmou que a maior preocupação dos bispos do país atualmente é encontrar formas de “sustentar e alimentar a fé” da população diante da crise econômica internacional.

Em entrevista concedida à Rádio Vaticana, o religioso explicou que a “Argentina acabou de sair de uma crise muito profunda que durou sete anos”, e que hoje “a grande preocupação da Igreja é como se portar diante desta nova crise que afeta o país”.

“A Igreja tem a intenção de ajudar a reconstruir as bases de um sistema democrático”, prosseguiu. Para ele, na Argentina de hoje estão ausentes os “valores fundamentais da vida democrática”, o que se deve à “confusão de poderes”. “Defendemos a reconstrução de uma verdadeira democracia representativa”, explicou.

Segui, que também é bispo auxiliar de Buenos Aires, comentou a religiosidade na Argentina, ressaltando que é “surpreendente como Deus trabalha no coração das pessoas”.

“Na Argentina, como em outros países da América Latina, existe um fenômeno extraordinário que é a religiosidade popular. Há uma cultura do encontro com Deus difundida entre as camadas mais pobres da população. Surpreende constatar como Deus trabalha no coração das pessoas”, disse o bispo.

O secretário-geral falou das expectativas que cercam a visita que bispos argentinos farão ao Vaticano. Ele revelou que na ocasião haverá reuniões com autoridades da cúpula da Igreja Católica e com o papa Bento XVI, a quem os bispos reportarão as esperanças, desafios e preocupações inerentes ao país.

Fonte: Ansa