Cristãos em Bangladesh
Cristãos em Bangladesh

Mais de um mês se passou desde que um grupo de cristãos de uma aldeia Rohingya foi atacado por uma multidão de centenas de pessoas em 27 de janeiro.

Eles destruíram suas casas e suas igrejas e saquearam seus pertences, deixando-os apenas com a roupa do corpo. Alguns cristãos foram violentamente atacados e espancados e tiveram que ser hospitalizados. Um dos líderes de sua igreja ainda está desaparecido.

Um parceiro local do Portas Abertas compartilhou que os cristãos, que vivem dentro de um campo de refugiados da ONU, estão ficando cada vez mais desesperados, com medo e passam necessidades diárias.

Os 84 cristãos, de 22 famílias, não podem sair livremente do acampamento e se se sentem aprisionados, forçados a ficar em um pequeno espaço, dia e noite, sem privacidade para homens, mulheres e crianças.

“O acampamento apenas lhes fornece comida e água, e nada mais. Portanto, eles precisam compartilhar roupas e outras necessidades, pois todos perderam tudo durante o ataque”, afirmou o parceiro.

Recentemente, as autoridades estavam tentando enviar as vítimas de volta para suas casas dentro do campo de refugiados. Mas, segundo informações de cristãos locais, eles não desejam voltar, pois sentem que não é mais seguro para eles.

Embora as autoridades tenham prometido fornecer alta segurança, os cristãos têm medo de confiar neles, porque durante o ataque a polícia estava lá e não fez nada para ajudá-los.

Vendo a perseguição e a situação das vítimas, o pânico está crescendo entre os demais cristãos, de outras localidades de Bangladesh. Eles têm medo de praticar sua fé abertamente.

Seguir a Cristo no país é sinônimo de viver com medo de ataques de extremistas islâmicos e hindus, de ser ameaçado de morte caso seja um líder cristão, estar sujeito a um casamento forçado e enfrentar a discriminação na distribuição de recursos públicos.

Bangladesh ocupa o 38º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2020. Originários de Mianmar, os cristãos ex-muçulmanos do povo rohingya enfrentam a opressão e perseguição por vários outros grupos e por radicais muçulmanos.

Fonte: Portas Abertas