A ex-Rosane Collor disse que não tem medo de ser processada e afirma que vai escrever mais um livro contando mais histórias.

Rosane Malta, ex-mulher de Fernando Collor, lançará na próxima quinta-feira (4), em Maceió, o livro ‘Tudo o que Vi e Vivi’, da editora Leya. Na obra, ela conta sobre o período em que viveu a ascensão e a queda do político, em 1989 e 1992, respectivamente.

A ex-Rosane Collor deu uma entrevista à jornalista Mônica Bergamo, do jornal ‘Folha de S. Paulo’, e discorreu sobre algumas histórias que conta no livro, de 222 páginas. A obra tem potencial para se tornar mais um escândalo envolvendo o nome do ex-presidente e hoje senador (PTB-AL).

[img align=left width=150]http://imagens.dm.com.br/midia/trWFy_c2bfaf3ee446714fe7311a9dcab796a0.jpg[/img]Entre as temáticas do livro, está uma em que ela fala sobre o “trabalho” que Collor teria encomendado a uma mãe de santo para que o apresentador Silvio Santos não concorresse às eleições presidenciais de 1989, quando o “caçador de marajás” era um dos que disputava o pleito.

Em um dos trechos citados na entrevista, Rosane descreveu o ritual da seguinte maneira: “consistia em colocar uma espécie de amuleto, que chamam de azougue, dentro da boca de sete defuntos recém-enterrados”.

O “dono do baú” tentou se candidatar à Presidência em 1989 pelo PMB (Partido Municipalista Brasileiro), mas a poucos dias da eleição, ficou constatado haviam irregularidades em seu registro e a candidatura foi impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

[img align=right width=300]http://i1.wp.com/noticias.gospelmais.com.br/files/2014/12/rosane-malta-tudo-que-vi-e-vivi.jpg[/img]O casal ficou junto durante 22 anos e teve uma separação conturbada. Como eles casaram em regime de separação total de bens, Rosane não teve direito ao patrimônio de Collor.

No livro, a ex-primeira-dama fala da riqueza de Fernando Collor após o impeachment, em 1992, e diz que ele tem automóveis esportivos de marcas como Ferrari e Maserati, além de um Porsche novo. Ela ainda “deixa uma dúvida no ar” dizendo que o lucro das empresas dele e o salário de senador não são capazes de alavancar o padrão de vida do político.

Quanto à possibilidade de ser processada por conta das revelações que constam no livro, Rosane disse que não se preocupa: “Não tenho medo de processo. Falei o que eu vi e vivi. Posso garantir que fui branda. Tem muitas coisas que ainda não contei. Pretendo escrever um segundo livro”.

[b]Fonte: EM[/b]