O arcebispo Antonio Arregui, presidente da Conferência Episcopal Equatoriana (CEE), será investigado por suposta violação de tratado de 1937 entre Equador e Vaticano que proíbe a participação da Igreja Católica em atividades políticas.

Arregui foi acusado por um ativista pró-presidente Rafael Correa de defender o voto contra a nova Constituição equatoriana no referendo do dia 28 do mês que vem. O texto foi aprovado pela Assembléia Constituinte, de maioria governista.

Para a CEE, a nova Carta abre portas ao autoritarismo, ao aborto e à criação de famílias homossexuais, que poderiam adotar filhos. O governo refuta essa interpretação.

Em comunicado, a CEE disse que, se por um lado a igreja deve manter-se distante da política, por outro tem “plena e incontestável liberdade (…) de expor e defender a doutrina dogmática e moral católica”.

Fonte: Folha de São Paulo