Um livro que apresenta o candidato democrata para as presidenciais norte-americanas, Barack Obama, como um político “radical” com “amplas conexões” com o islamismo, e que sugere que o senador consome drogas ilegais, está disparando para o primeiro posto de best-sellers do New York Times.

“The Obama Nation – Leftist Politics and the Cult of Personality” (Nação Obama: Políticas de Esquerda e o Culto à Personalidade), foi escrito por Jerome Corsi, um dos autores de “Incapaz para Comandar”, o livro que pôs em dúvida o valor do candidato democrata para as presidenciais de 2004, o senador John Kerry.

“Incapaz para Comandar” atingiu a primeira colocação no ranking do New York Times aquele verão (boreal) e ajudou na campanha para destruir o prestígio de Kerry.

Agora, o próprio New York Times dedicou amplo espaço à corrida da “Nação Obama” para o primeiro lugar. O livro é o nono mais vendido no site Amazon, mas é o primeiro na categoria “biografia” e “política nacional”.

Corsi, destacou o New York Times, apresenta Obama em seu livro como um “liberal radical”, qualificação que no mundo político norte-americano significa quase um “ultra-esquerdista”.

Obama repetiu em inúmeras oportunidades que é de religião cristã, mas o autor conservador assegurou que o senador “tratou de encobrir” suas “amplas conexões” com o islã. Além do mais, o autor põe em dúvida que o candidato, que admitiu ter “experimentado” drogas ilegais leves na sua juventude, tenha realmente deixado de lado essa inclinação.

Os livros políticos de tendência conservadora formam um grande mercado para a indústria editorial norte-americana. Porta-vozes de Threshold Editions, uma divisão da Simon & Schuster e responsáveis do “Nação Obama”, disseram ter feito um “grande esforço” para satisfazer a demanda.

Com 475 mil exemplares nas livrarias e nos depósitos, “Nação Obama” ocupará este domingo o número um da lista de best-sellers do New York Times, o ranking mais respeitado do mundo editorial norte-americano.

Em uma entrevista com jornal, Corsi foi direto: “o objetivo é derrotar Obama” nas eleições de novembro, quando o senador enfrentará seu rival republicano, John McCain.

“Não quero que Obama esteja na Casa Branca”, acrescentou o autor cuja disciplina de investigação já foi colocada em dúvida quando publicou o livro sobre Kerry. Por exemplo, Obama reconheceu ter fumado maconha em sua juventude, mas jura que nunca voltou a fumar.

Em entrevista recente, o candidato democrata concluiu o tema afirmando que não toca em um cigarro de maconha “desde os 20 anos”. Corsi se limita a responder que as declarações de pessoas que já usaram drogas e asseguram que não a usaram “são pouco confiáveis”.

Fonte: Ansa