A seleção psico-habitudinária dos candidatos ao sacerdócio deveria ser obrigatória à luz dos escândalos de abusos que envolveram expoentes eclesiásticos nos últimos anos.

Foi o que afirmou aos microfones de “Rádio Veritas Ásia” em Manila, o presidente da Conferência episcopal filipina (Cbcp), Dom Angel Lagdameo, precisando que os testes psicológicos dos seminaristas já são uma praxe consolidada nas Filipinas, ainda que os critérios de seleção variem de diocese a diocese.

O tema, como é de conhecimento geral, é enfrentado de modo detalhado nas “Orientações vaticanas para o uso das competências psicológicas na admissão e na formação dos candidatos ao sacerdócio”. O documento, apresentado nos dias passados pela Congregação para a Educação Católica, afirma que em “alguns casos particulares” também os instrumentos da psicologia podem ajudar para permitir uma melhor compreensão da maturidade humana dos candidatos ao sacerdócio.

Na sua declaração radiofônica Dom Lagdameo evidenciou como esses instrumentos há tempos são utilizados nas Filipinas e em alguns seminários como o de São José de Quézon City, e a existência de um procedimento operativo standard para a seleção psicológica dos candidatos. Segundo o prelado, “os formadores nos seminários deveriam examinar com atenção como realizar de modo mais sistemático esta seleção”, porque – disse – é uma responsabilidade da Igreja assegurar-se que os candidatos sejam idôneos ao sacerdócio.

Fonte: Rádio Vaticano